Loc Frotas capta R$ 135 milhões em debêntures com garantia firme de Itaú BBA, UBS BB e Bradesco
Locadora de Belo Horizonte, do Grupo Valorgen, usa a 3ª emissão para quitar títulos de 2023, alongar a dívida e expandir a frota até 2030

Felipe Luz, CEO da Loc Frotas (Divulgação/Loc Frotas), e Ivanildo Gualberto Lopes, presidente do conselho do Grupo Valorgen (Divulgação)
A Loc Frotas, locadora de veículos leves e pesados com sede em Belo Horizonte, concluiu a sua terceira emissão de debêntures, no valor de R$ 135 milhões, segundo informou o jornal O Tempo nesta quinta-feira (5). A operação tem prazo de cinco anos e foi coordenada por Itaú BBA, UBS BB e Bradesco, em regime de garantia firme, depois de análise da gestão, das garantias e da governança da companhia.
Os recursos vão quitar títulos emitidos em 2023 e operações bilaterais, além de reperfilar a dívida. Segundo o CEO, Felipe Luz, a captação também vai financiar o plano de expansão da frota até 2030. A empresa faz parte do Grupo Valorgen e registrou faturamento acima de R$ 300 milhões nos últimos 12 meses. O Grupo Valorgen tem como presidente do conselho Ivanildo Gualberto Lopes, segundo a revista VEJA.
“Num ano em que o mercado de capitais praticamente não acessou empresas do nosso porte, três dos maiores bancos do país colocaram o próprio balanço no nosso risco. É um atestado de credibilidade que vale mais do que os R$ 135 milhões e reforça que estamos no caminho certo, com governança, disciplina na alocação de capital e geração de caixa”, afirma Luz.
Na garantia firme, os coordenadores se comprometem a ficar com os títulos que não forem vendidos a investidores, o que dá à emissora a certeza de que o dinheiro entra, mesmo que a demanda dos investidores seja menor.
“Num ano em que o mercado de capitais praticamente não acessou empresas do nosso porte, três dos maiores bancos do país colocaram o próprio balanço no nosso risco”
Felipe Luz, CEO da Loc Frotas
A Loc Frotas iniciou as atividades em junho de 2020, segundo as demonstrações financeiras da companhia.
Por que importa. Por que importa: empresas médias que faturam algumas centenas de milhões estão indo ao mercado de capitais para alongar dívida, e nem todas conseguem garantia firme de grandes bancos. Plataformas de dívida corporativa, securitizadoras, FIDCs e fintechs de crédito que estruturam debêntures e notas comerciais para esse porte, com análise de garantia e governança, têm aí uma fila de clientes.
Fonte: O Tempo. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Crédito
PicPay e crédito: CFO André Cazotto quer levar fatia nos clientes de 5% para até 12% e descarta EUA
Banco digital fica com só 5% a 6% do crédito que seus clientes tomam no mercado, tem 45 milhões de contas ativas e custo de cerca de US$ 1 por cliente ao mês; expansão fora do Brasil fica para depois de pelo menos dois a três anos

- Consórcio
Concash, do BTG, vê venda de cota de consórcio fechar em 71,9% dos casos com mais de 40% do contrato pago
Levantamento com mais de 13 mil negociações em 2026 mostra que a venda de cota não é só saída de quem não consegue pagar; entre contratos com até 2% pagos, a conversão foi de 50,5%

- Crédito privado
Grupo Lev emite R$ 65 milhões em notas comerciais com Itaú BBA e Santander e troca o Finimp pelo mercado de capitais
Dona das bicicletas elétricas Lev e das scooters Onn pagou CDI mais 3,9% ao ano por quatro anos, espera cortar R$ 10 milhões por ano em juros e se prepara para receber um sócio

- Tecnologia
Zup, do grupo Itaú, vira parceira Select da Anthropic e cresce 31% em receita de novos clientes em 2026
Empresa de tecnologia com faturamento acima de R$ 1 bilhão atende mais de 60 clientes, como Itaú, Porto e Ouribank, e já certificou 92% do quadro em inteligência artificial

