Fintechs na bolsaBolsa
Nubank US$ 12,03 +2,47%Inter US$ 3,86 +2,12%PagBank US$ 7,6 −0,78%Stone US$ 7,51 +0,27%XP US$ 15,14 +2,44%Nubank US$ 12,03 +2,47%Inter US$ 3,86 +2,12%PagBank US$ 7,6 −0,78%Stone US$ 7,51 +0,27%XP US$ 15,14 +2,44%
Abra sua fintech
Mundo das FintechsMundo das Fintechs
Buscar no Mundo das Fintechs
Publicidade
Hub 360
O time tech da sua fintech

Tenha sua plataforma de Banking ou Crédito no ar em semanas. Depois, ela cresce com você: módulo a módulo, ideia a ideia

Começar uma conversa
Microcrédito

Mêntore Bank tinha a melhor proposta e é inabilitado no pregão de R$ 2 bilhões do Crediamigo, do Banco do Nordeste

Pareceres do BNB apontaram salário abaixo do piso e custos de plano de saúde, seguro de vida e deslocamento fora da planilha; controlador diz que ajustes teriam impacto pequeno

Por Redação Mundo das Fintechs · 05/11/2026 · 3 min de leitura
Mêntore Bank tinha a melhor proposta e é inabilitado no pregão de R$ 2 bilhões do Crediamigo, do…

Vanderson de Aquino, controlador do Mêntore Bank. Foto: Fernanda Barros/O Povo

O Mêntore Bank, fintech cearense controlada por Vanderson de Aquino, foi inabilitado no pregão de R$ 2 bilhões do Banco do Nordeste (BNB) para escolher quem vai operar o Crediamigo, o maior programa de microcrédito do Brasil, segundo reportagem exclusiva do Times Brasil publicada nesta quinta-feira (5).

A fintech chegou a ter a melhor proposta inicial nos cinco lotes do Pregão Eletrônico nº 2026/90078. O Crediamigo movimenta cerca de R$ 15,9 bilhões, e o novo contrato substitui os acordos históricos mantidos pelo Inec e pela Camed. Depois da largada, a Comissão Especial de Licitação do banco abriu três rodadas de diligência ao longo de agosto, e o Mêntore não conseguiu sanar as inconsistências, o que levou à inabilitação e à desclassificação.

Os pareceres técnicos do BNB registraram “desconformidades materiais reiteradas e não sanadas”. A remuneração prevista para a equipe ficava abaixo do piso exigido no edital, o que derrubava também o cálculo de horas extras e adicionais noturnos. A proposta não comprovou nem provisionou os custos de assistência médica e de seguro de vida dos funcionários e omitiu as despesas de deslocamento, essenciais numa operação de microcrédito no interior do Nordeste. O banco apontou ainda falhas no cálculo de tributos e na especificação dos tablets dos agentes de campo.

Pela Lei nº 14.133/2021, a Lei de Licitações, o preço global não pode subir na fase de correção das planilhas, e, segundo o Times Brasil, acertar os custos trabalhistas estouraria o valor da proposta.

“Pregão de R$ 2 bilhões para operar um programa que movimenta cerca de R$ 15,9 bilhões”

Times Brasil

Ao Times Brasil, Vanderson de Aquino disse que não contestou a exclusão por entender que foi uma decisão empresarial, embora não concorde com os fundamentos do BNB. Segundo ele, a divergência sobre o piso vem de parâmetros distintos de remuneração, e os demais apontamentos não tornam a proposta inviável. Ele admitiu que os ajustes elevariam o preço, mas com impacto pequeno, mantendo-o abaixo das propostas vencedoras, e negou falha interna na elaboração da oferta.

Em entrevistas, Aquino já havia dito que o Mêntore opera com margem de lucro de 30% e que remunera agentes autônomos, os Partners, com 50% do lucro líquido dos clientes captados. Ao Times Brasil, ele afirmou que essa margem se refere a outras atividades e não ao contrato do Crediamigo.

Por que importa. Operar microcrédito para banco público é um contrato bilionário e recorrente ao alcance de fintech, mas quem ganha é quem sabe fazer a conta do agente de campo: piso, benefícios, deslocamento e tributo. A fintech que domina o custo de operação no interior tem um mercado de R$ 15,9 bilhões só no Crediamigo.

Fonte: Times Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

Gostou? Receba o Radar do Mundo das Fintechs

As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.

Siga o Mundo das Fintechs

As notícias de fintech todo dia no seu feed.

LinkedInInstagram