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Cripto

Mercado Bitcoin, com 4,8 milhões de clientes, pede ao Banco Central autorização para virar corretora de criptoativos

Pedido sai a três dias do prazo de 30 de outubro para quem já operava antes das novas regras; para 2027, o MB quer crescer em pagamentos, stablecoins e investimentos tokenizados

Por Redação Mundo das Fintechs · 27/10/2026 · 3 min de leitura
Mercado Bitcoin, com 4,8 milhões de clientes, pede ao Banco Central autorização para virar…

Vanessa Butalla, vice-presidente de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin. Foto: Divulgação/Anbima Summit

O Mercado Bitcoin (MB) protocolou no Banco Central um pedido de autorização para funcionar como corretora de ativos virtuais, modalidade que reúne intermediação e custódia de criptoativos, informou a empresa nesta terça-feira (27). Com 4,8 milhões de clientes, o MB opera no Brasil desde 2013. O pedido ainda será analisado pelo BC.

O protocolo chega a três dias do prazo de 30 de outubro, fixado pelo Banco Central para a primeira fase de autorização das empresas que já atuavam no setor antes da entrada em vigor das novas regras. Neste mês, a corretora Bybit e a emissora de stablecoins Crown também pediram autorização. O Itaú Unibanco, que já é instituição autorizada, comunicou nesta terça ao regulador que atua com intermediação e custódia de criptoativos, como prevê o procedimento para bancos.

“A regulação representa um avanço importante para o mercado brasileiro de ativos digitais. Com regras mais claras, conseguimos reduzir incertezas e atrair novos investidores para o setor”, afirmou Vanessa Butalla, vice-presidente de Jurídico, Compliance e Riscos do MB. “O desafio agora será garantir que essas regras sejam aplicadas de forma equivalente a todos os participantes, criando condições para uma concorrência equilibrada e um crescimento sustentável.”

Além da compra e venda de criptomoedas, o MB oferece investimentos tokenizados, crédito e soluções de pagamento. A empresa anunciou recentemente acordos com a Bitso e a Bity para receber clientes dessas plataformas no Brasil e foi indicada pela Coinext aos usuários dela. Para 2027, o plano é ampliar a atuação em pagamentos e stablecoins e expandir a oferta de investimentos tokenizados.

“O desafio agora será garantir que essas regras sejam aplicadas de forma equivalente a todos os participantes, criando condições para uma concorrência equilibrada e um crescimento sustentável”

Vanessa Butalla, vice-presidente de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin

Por que importa. A licença separa quem fica de quem sai, e o MB já está pegando os clientes de quem não vai seguir sozinho no Brasil, como mostram os acordos com Bitso, Bity e Coinext. Para fintech, a oportunidade está em volta da corretora licenciada: pagamento com stablecoin para empresa, tokenização de recebíveis e custódia como serviço para quem não quer tirar a própria licença.

Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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