Mercado Bitcoin marca reabertura para segunda (9) e diz que mais de US$ 15 milhões estão congelados nas carteiras do invasor
Na primeira etapa, clientes só consultam saldos e extratos; saques, transferências e negociações voltam depois, módulo por módulo

Roberto Dagnoni, CEO e chairman do Mercado Bitcoin. Foto: Divulgação/MB
A reabertura do Mercado Bitcoin, uma das maiores corretoras de criptomoedas do Brasil, começa na segunda-feira (9) de forma gradual. A empresa anunciou a data na noite desta quarta-feira (4), em comunicado no X sobre o ataque hacker sofrido na segunda-feira (2), como mostrou o Livecoins.
Na primeira etapa, os clientes terão acesso ao site para conferir saldos, extratos, patrimônio e investimentos. Saques, transferências e negociações voltam na sequência, conforme cada módulo do sistema passar pela validação de segurança. Em nota ao Livecoins, a corretora confirmou que os saques não voltam na segunda, apenas a consulta de saldos.
No mesmo comunicado, o Mercado Bitcoin informou que o valor em criptomoedas congelado nas carteiras do invasor subiu de US$ 11 milhões para mais de US$ 15 milhões. “O Mercado Bitcoin irá repor com recursos próprios a carteira de cada cliente, deixando o saldo disponível para operação ou saque conforme a liberação dos serviços”, disse a empresa, que afirmou que sua mesa de operações se prepara para as recompras necessárias nos mercados nacional e internacional.
Para mostrar que tem caixa para honrar os saldos, a corretora citou reservas próprias e um aporte recente de US$ 20 milhões da Tether, emissora da stablecoin USDT. Segundo o MB, o dinheiro tem foco na expansão do negócio e não tem relação com necessidade de liquidez. A empresa lembrou ainda que captou cerca de US$ 300 milhões desde a fundação, com investidores como SoftBank, 10T Holdings, Tribe Capital, Parallax Ventures, GP Investimentos e Meli Fund, ligado ao Mercado Livre.
“O Mercado Bitcoin irá repor com recursos próprios a carteira de cada cliente”
Mercado Bitcoin, em comunicado publicado no X
Sobre a demora, a corretora explicou que funciona como um sistema integrado de custódia, depósitos, livro de ofertas e gestão de saldos, e que a volta exige testes independentes em cada fluxo de transação, e não apenas religar um servidor. A apuração do ataque segue com as autoridades.
Por que importa. Corretora de cripto ganha dinheiro com spread e custódia, mas o ativo que mais pesa é a confiança: o cliente precisa ver o saldo de volta antes de voltar a operar. Para fintechs de infraestrutura, segurança de custódia, monitoramento de carteiras e congelamento rápido de recursos viraram serviço que corretora paga caro, ainda mais com a licença de PSAV do Banco Central exigindo controles.
Fonte: Livecoins. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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