Obsidiam, do portfólio da Tether, pede licença de PSAV ao Banco Central para operar reais e stablecoins para empresas
Empresa de câmbio, pagamentos internacionais e liquidez com stablecoins chegou ao Brasil em fevereiro e diz que o país é central na expansão pela América Latina

Imagem: Reprodução/site Obsidiam
A Obsidiam, empresa de infraestrutura financeira que faz parte do portfólio de investimentos da Tether, emissora da stablecoin USDT, protocolou no Banco Central o pedido de autorização para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) no Brasil. O anúncio foi publicado nesta terça-feira (3) pela Gazeta Mercantil, a partir de comunicado da empresa.
A Obsidiam atua em câmbio, pagamentos internacionais e gestão de liquidez para empresas, combinando moedas tradicionais e stablecoins. Fundada em 2021, começou pela Colômbia, onde participou do sandbox regulatório, obteve licença no México no fim de janeiro e anunciou o início oficial da operação brasileira em fevereiro, com Henrique Giron como country manager. Na Suíça, o grupo opera por meio da Volcanic Glass.
“Buscar a autorização no maior mercado da região reforça nosso compromisso com a seriedade, a transparência e o atendimento a padrões elevados de exigência regulatória”, afirmou Giron. Para ele, as stablecoins ampliam o acesso ao dólar e permitem pagamentos internacionais com mais agilidade e custos mais competitivos. O CEO, Nelson Morán, disse que o Brasil tem potencial para se tornar um dos mercados de ativos digitais mais importantes do mundo. O CTO, Francisco Uzcategui, afirmou que a empresa traz uma infraestrutura testada em outros mercados para que empresas movimentem reais e stablecoins.
A empresa ressalta que a prestação dos serviços sujeitos à licença depende da análise do Banco Central, e não informou a data do protocolo. O anúncio vem logo depois do fim do prazo, na sexta-feira (30), para que as empresas que já operavam com ativos virtuais no país pedissem a autorização pelas regras que regulamentam o Marco Legal dos Criptoativos (Lei 14.478/2022). Em abril, a Obsidiam passou a integrar a ABcripto, associação do setor.
“Acreditamos que as stablecoins vieram para ficar e serão cada vez mais relevantes para a gestão financeira das empresas.”
Henrique Giron, country manager da Obsidiam no Brasil, em nota
Por que importa. Empresa brasileira que importa, exporta ou paga fornecedor lá fora ainda gasta caro e espera dias no câmbio tradicional. Quem oferecer dólar digital com licença do BC, integrado ao caixa da empresa, cobra spread e tarifa de cada remessa. Com a regra nova, a licença vira o ativo: fintech de câmbio e tesouraria que se regularizar agora pega os clientes de quem ficar de fora.
Fonte: Gazeta Mercantil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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