Ável, com R$ 17 bilhões sob cuidados e a XP como sócia, compra a Westlink Capital para atender empresas e quer dobrar de tamanho até 2028
Escritório de São José do Rio Preto foi fundado por ex-executivos do corporate do Itaú BBA e era o primeiro da rede XP focado em pessoa jurídica

Fernando Pisa e Marcelo Cincão, co-CEOs do Grupo Ável. Foto: Maicon Hinrichsen/Divulgação
A Ável, empresa de gestão financeira e patrimonial que tem a XP como sócia, anunciou a compra da Westlink Capital, escritório de São José do Rio Preto (SP) especializado no atendimento a empresas, segundo reportagem do Valor publicada nesta terça-feira (3). Com R$ 17 bilhões em ativos de clientes sob seus cuidados, a Ável espera dobrar de tamanho até 2028 com a união, de acordo com o coCEO Marcelo Cincão. Os valores da transação não foram divulgados.
A Ável atende hoje 44 mil investidores, e só 10% da base é formada por clientes pessoa jurídica. A empresa mapeou cerca de 8 mil pessoas físicas que são sócias de companhias e podem usar os novos serviços, como operações de fluxo de caixa, câmbio e seguros. A Westlink não fazia assessoria de investimentos.
Os sócios-fundadores da Westlink, Edison Brandt, Guilherme Datorre e Marcelo Bastos, trabalhavam no corporate do Itaú BBA até o ano passado, quando decidiram empreender como escritório da XP, o primeiro da rede com especialidade em PJ. Eles se tornam sócios da Ável numa unidade de negócios dividida em cerca de metade para cada lado e vão ajudar na formação dos assessores e consultores que atendem os clientes.
Segundo Cincão, a XP apoiou a integração e ajudou a desenhar o modelo de negócio. Ele afirma que os anos de juros altos aceleraram a consolidação no setor e que outras aquisições podem ser avaliadas, depois de um período de crescimento majoritariamente orgânico. A Ável criou recentemente um conselho consultivo, presidido por Cincão, com os economistas Aod Cunha e Alcindo Costa Canto Neto, e contratou o executivo Alvaro Catão para o público private. A meta é chegar a R$ 100 bilhões sob gestão e assessoria até 2030.
“Estávamos procurando um talento que não tínhamos dentro de casa, e os sócios do escritório estão bem posicionados na área PJ.”
Marcelo Cincão, coCEO da Ável, ao Valor
Por que importa. O dono de empresa costuma ter o dinheiro pessoal num lugar e o caixa da empresa em outro, com o gerente do banco. Quem junta os dois, com fluxo de caixa, câmbio e seguro para a empresa e investimento para o sócio, cobra mais de cada cliente. É um nicho aberto para fintechs de conta PJ, tesouraria e câmbio que queiram distribuir por escritórios de assessoria.
Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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