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Open Finance

Open Finance brasileiro chega a 743 instituições e vira modelo para a América Latina e a Ásia, diz Ana Carla Abrão

Diretora-presidente da Associação Open Finance diz que o mercado pede dados de investimentos, previdência e ações, além de conexão com ecossistemas como duplicatas escriturais e telecomunicações

Por Redação Mundo das Fintechs · 05/11/2026 · 3 min de leitura
Open Finance brasileiro chega a 743 instituições e vira modelo para a América Latina e a Ásia…

Ana Carla Abrão, diretora-presidente da Associação Open Finance. Foto: Divulgação

O Open Finance brasileiro reúne 743 instituições autorizadas pelo Banco Central, segundo dados de setembro de 2026, e virou referência para países que querem montar um sistema parecido. A avaliação é de Ana Carla Abrão, diretora-presidente da Associação Open Finance, em entrevista ao Brazil Economy publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo ela, Chile, Peru, Colômbia, Equador e até países asiáticos procuram a experiência brasileira. “Sem dúvida alguma somos referência global. É o maior e mais bem sucedido Open Finance do mundo, até pelo pouco tempo em que ele foi implementado”, disse. Ana Carla compara o caso brasileiro com o da Inglaterra, antiga referência em open banking, e cita Austrália e Coreia como países que implementaram o sistema em escala bem menor.

A executiva atribui o resultado à governança. O sistema nasceu de uma ordem do Banco Central, mas foi desenhado pelas próprias instituições financeiras em grupos de trabalho, de 2020 até o fim de 2024. Depois disso, o BC criou a Associação Open Finance para operar a infraestrutura, com um conselho que inclui a Febraban, a ABFintechs e as cooperativas. Diferentemente de outros países, o modelo brasileiro só admite entidades reguladas pelo BC, sem concessionárias de energia ou telecomunicações.

Para a próxima fase, Ana Carla diz que o mercado pede acesso a dados de investimentos, previdência e ações, além de conexão com outros ecossistemas que estão sendo abertos, como o das duplicatas escriturais e o de informações de telecomunicações. Ela também cita a necessidade de melhorar a qualidade dos dados compartilhados e o tempo de trânsito das informações.

“Em resumo, o mundo quer aprender sobre o Open Finance brasileiro”

Ana Carla Abrão, diretora-presidente da Associação Open Finance, ao Brazil Economy

A executiva vê no sistema uma base para a inteligência artificial no setor financeiro. “Eu costumo dizer que o BC mirou no que viu para criar o Open Finance: aumentar a concorrência bancária. E acertou. Mas, ele também acertou no que não viu que é a criação de uma infraestrutura que é a base para soluções no sistema financeiro”, afirmou. Ana Carla já passou pelo Itaú, pelo Banco Central e pela vice-presidência da B3, e foi secretária da Fazenda de Goiás.

Por que importa. Com 743 instituições conectadas, o dado do cliente deixou de ser exclusividade do banco dele. A fintech que transformar esse dado em produto, seja análise de crédito, gestão de caixa ou um agente de IA, tem matéria-prima pronta, e a demanda por dados de investimentos e previdência e a conexão com as duplicatas apontam novos nichos para quem entrar cedo.

Fonte: Brazil Economy. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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