Wise lança eSIM e pagamento por QR Code no exterior para brasileiros; 41,7% dos viajantes apontam falta de internet como problema para lidar com dinheiro
App da fintech passa a pagar em sistemas locais como PayNow, PromptPay, DuitNow e Alipay+ e vende plano de dados com reembolso do que não for usado

Kristo Käärmann, CEO e cofundador da Wise (Estonian Foreign Ministry/CC BY 4.0)
A Wise, fintech de pagamentos internacionais, lançou o eSIM e o pagamento por QR Code no exterior para brasileiros que usam a Conta Wise, segundo o Money Report nesta terça-feira (3). Com os dois recursos, o viajante contrata internet móvel e paga em comércios que usam sistemas locais de QR Code sem baixar outros aplicativos.
Entre os sistemas integrados estão o PayNow, de Singapura, o PromptPay, da Tailândia, o DuitNow, da Malásia, e o Alipay+, usado na China. O app também aceita pagamento por QR Code nas Filipinas, na Suíça e na Hungria. A ideia é atender lojas que nem sempre aceitam cartão internacional, numa experiência parecida com a do Pix no Brasil.
Uma pesquisa encomendada pela Wise à YouGov mostra que 41,7% dos viajantes brasileiros apontam a dificuldade de administrar dinheiro sem internet como um dos principais problemas no exterior, e 38% citam a falta de acesso a carteiras digitais e a sistemas de QR Code. Entre os que tiveram problema para pagar, 39,3% deixaram de aproveitar refeições em mercados noturnos e barracas de rua, e 37% desistiram de compras em pequenas lojas ou com artesãos.
A conexão também pesa: metade dos entrevistados depende principalmente do Wi-Fi de hotéis e acomodações, e cerca de 30% já consumiram em cafés ou restaurantes só para usar a internet grátis.
“41,7% dos viajantes brasileiros apontam a dificuldade de administrar dinheiro sem acesso à internet como um dos principais problemas no exterior.”
Pesquisa Wise/YouGov
No eSIM, o viajante escolhe a quantidade de dados e o período no próprio app, e a Wise diz reembolsar o valor dos dados que não forem usados. O chip virtual é instalado uma vez e pode ser reaproveitado em outras viagens. No início, o serviço vale para Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, países do Espaço Econômico Europeu, Singapura, Malásia, Austrália e Nova Zelândia. A conectividade é fornecida pela Gigs U.K. Ltd., e a Wise intermedeia os pagamentos e administra o serviço. A empresa não divulgou comparação de preços com o roaming das operadoras.
Por que importa. O brasileiro gasta lá fora e quem está no meio de cada pagamento fica com o câmbio e a tarifa. A Wise mostra o caminho para ganhar mais por cliente: em vez de só converter a moeda, vender o que o viajante precisa no mesmo app, como internet e acesso aos QR Codes locais. Para uma fintech de conta global ou de câmbio, cada serviço a mais que resolve um problema da viagem é receita extra sobre a mesma base, sem gastar de novo para conquistar o cliente.
Fonte: Money Report. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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