Pier fatura R$ 200 milhões até agosto, cresce mais de 50% e chega ao breakeven
Seguradora digital de celular e carro, fundada em 2018 e com mais de US$ 50 milhões captados, soma 200 mil clientes ativos e passou a gerar caixa

Camila Kataguiri, CEO da Pier. Foto: Divulgação
A Pier, seguradora digital de seguro de celular e de automóvel, fechou agosto de 2026 com R$ 200 milhões em faturamento no ano e passou a operar em breakeven, com geração de caixa. A empresa soma 200 mil clientes ativos nas duas linhas e 500 mil membros assistidos. Os números foram divulgados pela própria Pier e publicados nesta segunda-feira (26) pelo Let's Money.
O faturamento até agosto é mais de 50% maior que o do mesmo período de 2025. Com isso, a companhia fica no caminho da meta de crescer 50% em 2026, depois de ter faturado mais de R$ 250 milhões no ano passado.
Segundo a empresa, o resultado vem do uso de inteligência artificial e de tecnologia própria para ganhar escala sem inflar a estrutura. “Chegar ao breakeven enquanto crescemos mostra que conseguimos construir uma operação com fundamentos sólidos e econômicos eficientes. Nosso próximo desafio é transformar essa base em uma vantagem estrutural”, afirmou Camila Kataguiri, CEO da Pier. “A IA é parte central dessa equação”, completou.
Em maio de 2026, a Pier lançou um aplicativo dentro do ChatGPT, da OpenAI, e se apresenta como a primeira seguradora brasileira integrada diretamente à ferramenta. A ideia é entender como os assistentes de IA podem mudar a forma de vender seguro. “A forma como as pessoas descobrem produtos, tomam decisões e se relacionam com as empresas tende a mudar, e queremos estar na frente dessa transformação”, disse a CEO.
“Chegar ao breakeven enquanto crescemos mostra que conseguimos construir uma operação com fundamentos sólidos”
Camila Kataguiri, CEO da Pier
Fundada em 2018 por Igor Mascarenhas, hoje presidente do conselho, Lucas Prado e Rafael Oliveira, a Pier já captou mais de US$ 50 milhões com investidores como IFC, Monashees, Raiz Investimentos, Mercado Livre e BTG Pactual. No seguro de celular, diz ter sido pioneira ao cobrir furto simples e pagar reembolsos instantâneos. Em junho, foi apontada pela Forbes, com a Statista, como a melhor empresa de seguro automotivo do Brasil.
Por que importa. Seguro vendido pelo app é uma das receitas recorrentes mais previsíveis do mercado financeiro: o cliente paga todo mês, e a margem aparece quando a operação de sinistro é automatizada. A Pier mostra que uma insurtech consegue lucrar em menos de dez anos, e a próxima porta aberta é a distribuição dentro de assistentes de IA, onde ainda há pouca gente vendendo.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Open Finance
binds.co: quem já sofreu fraude adere 25% menos ao Open Finance, e 22,8% das vítimas param de compartilhar dados
Pesquisa com 1.609 pessoas mostra que metade já foi vítima de golpe financeiro e que 34,8% delas passaram a confiar menos nas instituições

- Lançamento
Robbin, fintech de crédito B2B com US$ 108 milhões levantados, lança MCP que entrega limite de crédito dentro do Claude e do ChatGPT
Com a ferramenta, o financeiro de uma indústria pergunta no chat e recebe em segundos o score e o limite sugerido para cada revenda que compra dela; a empresa diz ser a primeira da América Latina com um MCP de crédito

- Aquisição
Itaú compra a NeoSpace, startup de IA dos fundadores da Zup, por R$ 2,92 bilhões
Criada no fim de 2023 por Bruno Pierobon, Felipe Almeida, Gustavo Debs e Thiago Teixeira, a NeoSpace valia US$ 100 milhões em janeiro de 2025, quando o próprio Itaú liderou sua rodada de US$ 18 milhões

- Ranking
Barte lidera o LinkedIn Top Startups 2026, e fintechs ocupam 6 das 20 vagas; em BH, CredAluga é 2ª
Pagaleve, Kob Tech, Tarken, Stay e NG.Cash também entram na lista nacional; no ranking de Belo Horizonte, CredAluga, Tarken e LeverPro estão entre as 10

