Robbin, fintech de crédito B2B com US$ 108 milhões levantados, lança MCP que entrega limite de crédito dentro do Claude e do ChatGPT
Com a ferramenta, o financeiro de uma indústria pergunta no chat e recebe em segundos o score e o limite sugerido para cada revenda que compra dela; a empresa diz ser a primeira da América Latina com um MCP de crédito

Leonardo Moura, CEO da Robbin. Foto: Divulgação/Robbin
A Robbin, fintech de crédito B2B que financia a venda da indústria para o varejo, colocou no ar um MCP de crédito que funciona dentro do Claude, da Anthropic, e do ChatGPT, da OpenAI. Com ele, o time financeiro de uma indústria faz a pergunta no chat e recebe, em segundos, o score Robbin e o limite sugerido para cada revendedor que ela abastece. A empresa diz ser a primeira na América Latina a oferecer um MCP voltado a crédito. O lançamento foi divulgado nesta segunda-feira (26), segundo o Let's Money.
MCP é a sigla de Model Context Protocol, padrão aberto pelo qual assistentes de inteligência artificial se conectam a sistemas e bases de dados de terceiros. Pelo assistente, um CFO ou um analista de concessão pode pedir a sugestão de limite para um CNPJ, medir o risco dos 50 clientes que mais compram ou listar quem tem teto abaixo do que o volume já comprado justificaria. O cálculo cruza o histórico de compras de cada revendedor com a indústria e o comportamento dele no mercado, e segue políticas de crédito montadas com a equipe financeira de cada cliente. A base de cada indústria parceira fica separada das demais.
“A grande virada da IA nas empresas não é automatizar tarefas básicas, é apoiar as decisões que movem o negócio. A inteligência agêntica de crédito da Robbin nasce disso: agentes especializados que cruzam o histórico de compras com a indústria, dados de mercado e a nossa expertise em crédito, entregando ao time financeiro uma leitura da base que ele não teria sozinho. Com o MCP, uma análise que levava dias vira uma conversa de segundos”, afirmou Leonardo Moura, CEO da Robbin.
O produto chega depois de a Robbin somar US$ 108 milhões em captação. Em maio, a fintech levantou US$ 8 milhões numa rodada seed coliderada por Canary, Atlântico e Caravela, com participação de AB Seed, Norte Ventures, Clocktower e Tomorrow Capital, e estruturou com a Augme, gestora da XP, um FIDC de US$ 100 milhões (cerca de R$ 502 milhões) que financia só as operações de crédito da plataforma. O dinheiro da rodada vai para a plataforma e para inteligência artificial.
“Com o MCP, uma análise que levava dias vira uma conversa de segundos”
Leonardo Moura, CEO da Robbin
O modelo da Robbin é um cartão virtual co-branded: a indústria oferece aos varejistas parceiros um cartão com a própria marca, com crédito, prazo de pagamento e benefícios, e as transações rodam sobre o Pix, em vez das bandeiras de cartão. Antes do MCP, a empresa já tinha lançado o Robbinson, assistente de IA que aprova crédito em tempo real no WhatsApp para a força de vendas da indústria. A Robbin foi fundada por Leonardo Moura, CEO, Henrique Meyer, COO, e Tomás Corrêa, CTO. A estreia do MCP coincide com a nova marca da Robbin, que se apresenta como provedora de tecnologia para as equipes de concessão de crédito de empresas de grande porte.
Por que importa. Na venda da fábrica para o varejo, o limite de crédito ainda nasce no caderno do balcão e na planilha do financeiro. Quem transforma o histórico de compras em score e coloca a resposta no chat que o CFO já usa ganha a indústria como canal de distribuição e o FIDC como fonte de dinheiro: a fintech fica com a margem do crédito sem precisar ir atrás de cada lojista.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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