Pix e Europa: BCE leva integração do Pix com o TIPS à 2ª de 3 fases e diz não ter achado impedimento
Pré-investigação durou de junho de 2025 a setembro de 2026; nova etapa não tem prazo, e só o UPI, da Índia, está na fase final

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil. Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A ligação do Pix com a Europa avançou: o Banco Central Europeu (BCE) informou em seu site que terminou a fase de “pré-investigação” da interligação entre o Pix e o TARGET Instant Payment Settlement (TIPS), o sistema de pagamentos instantâneos do Eurosistema, como mostrou o Valor Econômico nesta quinta-feira (5). Com isso, o projeto passou para a segunda de três fases, ainda sem prazo para terminar.
A pré-investigação durou de junho de 2025 a setembro de 2026 e analisou os pilares técnico, jurídico, operacional e de viabilidade de negócio. Segundo o BCE, não foi identificado “nenhum impedimento”, crítico ou evidente, para integrar os sistemas brasileiro e europeu. O documento foi apresentado numa reunião em 10 de outubro, em Frankfurt, e a autoridade europeia descreveu a interligação como uma oportunidade de aproximar “duas infraestruturas públicas de referência em pagamentos instantâneos”.
A fase atual, de “investigação”, começou em setembro de 2026, por decisão do conselho do BCE, para avaliar a viabilidade de estabelecer a conexão. Depois dela ainda vem a etapa final, de “realização”, também sem data prevista. Em setembro, o Banco Central do Brasil já tinha publicado nota anunciando formalmente a parceria.
Hoje, só o UPI, sistema de pagamento instantâneo da Índia, está na fase mais avançada com o BCE. As duas primeiras etapas com a Índia terminaram em outubro de 2024 e novembro de 2025; a equipe técnica do BCE prevê adaptações técnicas entre o quarto trimestre de 2026 e o segundo trimestre de 2027 e o lançamento de um projeto-piloto no primeiro semestre de 2027.
“Nenhum impedimento”
Banco Central Europeu, segundo o Valor Econômico
O BCE também acompanha o Projeto Nexus, gerido pela Nexus Global Payments (NGP), que pode mudar de fase ainda em novembro, e o SIC-IP, outra interoperabilidade em análise. O Mundo das Fintechs já tinha mostrado em outubro o início dessa corrida para conectar o Pix ao sistema europeu.
Por que importa. Por que importa: remessa e pagamento internacional ainda são caros e lentos, e é aí que fintechs de câmbio, remessa e conta global ganham dinheiro. Se o Pix se ligar ao TIPS, mandar dinheiro para a Europa pode levar segundos, e quem já tiver produto, licença de câmbio e clientes no comércio exterior entre Brasil e zona do euro sai na frente quando a ponte abrir.
Fonte: Valor Econômico, com dados do Banco Central Europeu. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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