Primova Pay, do dono do Cittamobi, registra 25,8 milhões de recargas de transporte em um ano, alta de 28,3%
Gateway do Grupo Primova liga empresas de ônibus a apps de bancos e carteiras digitais em 14 cidades, aceita Pix pelo WhatsApp e viu o volume financeiro crescer 36%

Paulo Fraga, cofundador da Primova. Foto: Divulgação/Primova
O Primova Pay, unidade de pagamentos do Grupo Primova, empresa de mobilidade urbana dona do aplicativo Cittamobi, registrou 25,8 milhões de recargas de transporte público nos 12 meses encerrados em outubro de 2026, informou nesta quinta-feira (5) o Mobile Time. O número é 28,3% maior que os 20,1 milhões de recargas dos 12 meses anteriores.
Na média, o gateway processou 2,1 milhões de recargas por mês. A empresa não divulgou valores absolutos, por considerá-los dados internos, mas disse que o volume financeiro processado cresceu 36% no período (36,2%, segundo o Diário do Transporte), ritmo acima do número de recargas, o que indica valor médio maior por recarga.
Presente em 14 cidades brasileiras, o Primova Pay conecta as empresas de mobilidade urbana a aplicativos de bancos, serviços digitais e carteiras digitais. Com isso, o passageiro recarrega o cartão de transporte sem baixar um aplicativo específico: a operação pode ser feita no app de um parceiro ou pelo WhatsApp, com pagamento via Pix.
“A recarga precisa estar onde as pessoas já estão: no aplicativo do banco, na carteira digital ou na plataforma de benefícios. Nosso papel é facilitar a conexão desses canais com os sistemas de transporte”, afirmou Rodrigo Mestres, diretor da Primova Pay, em comunicado. Para operadores e prefeituras, o modelo amplia a distribuição dos créditos; para os parceiros, a recarga vira mais um serviço dentro do app.
“A recarga precisa estar onde as pessoas já estão: no aplicativo do banco, na carteira digital ou na plataforma de benefícios.”
Rodrigo Mestres, diretor da Primova Pay, em comunicado
A unidade, que começou a operar em 2016, completa dez anos neste ano. O Grupo Primova, que tem entre os cofundadores Paulo Fraga, também é responsável pelo Cittamobi, um dos principais aplicativos de rotas de transporte público da América Latina.
Por que importa. Recarga de transporte é pagamento pequeno, mas que se repete toda semana para milhões de pessoas, e quem fica no meio entre a empresa de ônibus e o app do banco ganha em cada uma delas. A fintech que plugar um pagamento recorrente e cotidiano como esse no Pix e no WhatsApp ganha volume, dado de comportamento e um motivo para o cliente abrir o app todo dia.
Fonte: Mobile Time. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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