Reag na CVM de novo: Apock Trust, antiga Reag Trust, e cinco executivos são acusados por falhas contra lavagem e no fundo alvo da Carbono Oculto
Novo processo sancionador mira o FIP Location; dois dias antes, o colegiado multou a Reag Trust em R$ 750 mil e o ex-diretor Ramon Dantas em R$ 375 mil

Avenida Faria Lima, Mike Peel/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
A antiga Reag Trust volta a ser acusada na CVM. A Comissão de Valores Mobiliários decidiu acusar a Apock Trust, novo nome da Reag Trust, e cinco executivos em um novo processo sancionador sobre falhas na prevenção à lavagem de dinheiro e irregularidades no FIP Location, fundo que foi alvo da Operação Carbono Oculto, segundo a coluna Capital, do jornal O Globo, nesta quinta-feira (5). Os acusados ainda serão notificados formalmente; não há julgamento deste caso até agora.
Estão no processo Ramon Dantas, Marcos Baptista, Silvano Gersztel e Leonardo Carvalho, que trabalhavam no comando da Reag Trust, além de Octávio Pires, que trabalha em uma gestora que absorveu fundos da antiga Reag, de acordo com O Globo.
Segundo a coluna, a CVM recebe denúncias sobre falhas nos controles contra lavagem da Reag pelo menos desde 2024. A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025, investigou como uma organização criminosa com elos com o PCC teria usado fundos de investimento para lavar dinheiro. O FIP Location foi um dos principais investigados: por meio dele foram montadas as estruturas de compra das distribuidoras de combustíveis Copape e Aster.
Na terça-feira (3), a CVM julgou outro processo envolvendo a Reag. O colegiado condenou a Reag Trust a pagar multa de R$ 750 mil por falhas nos controles internos, e o ex-diretor Ramon Dantas, também acusado no processo novo, a multa de R$ 375 mil.
“Os acusados serão formalmente notificados nos próximos dias”
O Globo, sobre o novo processo da CVM
Por que importa. Administrar e custodiar fundo é negócio de confiança, e a regra contra lavagem virou o centro do jogo depois da Carbono Oculto. Para fintech, há receita em vender exatamente o que faltou: checagem de cotista e de beneficiário final, monitoramento de transações e trilha de auditoria para administradoras, gestoras e FIDCs, que agora sabem que a CVM pune falha de controle.
Fonte: O Globo. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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