Regime Fácil da B3 soma R$ 161 milhões em 5 emissões de empresas menores
Modelo criado pela CVM para companhias com faturamento de até R$ 500 milhões fez seis meses com quatro emissões de notas comerciais e uma de debênture; em julho, o total era de R$ 149 milhões

Divulgação/B3
O Regime Fácil da B3, modelo que simplifica a captação de empresas menores no mercado de capitais, já movimentou R$ 161 milhões. Segundo o balanço mais recente divulgado pela bolsa, em 16 de setembro, foram cinco operações nos seis primeiros meses de funcionamento: quatro emissões de notas comerciais e uma de debênture.
O número cresceu pouco desde o primeiro balanço. Em 16 de julho, depois de quatro meses, a B3 informava R$ 149 milhões em quatro emissões, três de notas comerciais e uma de debênture. As empresas que usaram o modelo são dos setores de tecnologia, mídia exterior (painéis e outdoors), administração de hotéis, cosméticos e logística. A bolsa não divulgou os valores de cada operação nem os nomes dos emissores, e também não tem meta de captação para o programa.
O Fácil foi criado pela CVM nas Resoluções 231 e 232, de julho de 2025, e passou a valer em 16 de março de 2026. Ele vale para companhias com receita bruta anual abaixo de R$ 500 milhões, que ganham processo mais rápido e custo menor para emitir dívida, abrir capital ou fazer oferta de ações. Nas modalidades simplificada e direta, o limite é de R$ 300 milhões a cada 12 meses. A análise das ofertas fica com a própria infraestrutura de mercado, por convênio com a CVM.
A B3 não é a única porta. A BEE4 também opera o regime e registrou a primeira oferta dele em março: R$ 2 milhões em notas comerciais da Mais Mu, marca de alimentos, segundo o Valor Econômico.
“O Regime Fácil é um marco importante para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao mercado de capitais.”
Heitor Gomes, superintendente de Ofertas Públicas da B3, em nota da bolsa
Na B3, as cinco operações foram de dívida, sem nenhuma abertura de capital até o balanço de setembro. “Os resultados iniciais demonstram que há uma demanda consistente por alternativas de financiamento, em diferentes regiões do País”, disse Heitor Gomes, superintendente de Ofertas Públicas da B3, no balanço de julho.
Por que importa. Empresa média que fatura até R$ 500 milhões agora pode emitir nota comercial ou debênture com custo menor, e quase ninguém está usando: foram só cinco operações em seis meses na B3. Quem estruturar, distribuir ou comprar esse crédito, como gestoras de crédito privado, plataformas de dívida e fintechs que já atendem PMEs, tem um mercado novo praticamente vazio.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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