Side Capital capta R$ 280 milhões em quatro meses para levar investidores a imóveis de alto padrão em São Paulo
Plataforma inspirada em club deals liga investidores a incorporadoras desde a compra do terreno, projeta retorno acima de 20% e quer chegar a R$ 500 milhões no primeiro ano

Raphael Guaraná, cofundador da Side Capital. Foto: Forbes Global Properties/Divulgação
A Side Capital, plataforma que conecta investidores privados a empreendimentos residenciais de alto padrão em São Paulo, captou R$ 280 milhões em cerca de quatro meses de operação, segundo o NeoFeed nesta quinta-feira (5). O Banco BS2 é o maior investidor, com aporte de R$ 200 milhões, e a meta é fechar os primeiros 12 meses com R$ 500 milhões captados.
O modelo é inspirado nos club deals: os investidores entram nos projetos desde a fase de aquisição do terreno e participam da valorização dos imóveis. Segundo Guaraná, a expectativa de retorno é de mais de 20%, embora o resultado dependa de cada projeto e das condições de saída. A Side aproxima incorporadoras que precisam de recursos para tirar projetos do papel de quem quer participar desde o início.
“Há interesse dos incorporadores em aumentar as fontes de captação justamente pelo momento de dificuldade de mercado. Em outros cenários, esses produtos nem abriram para investidores externos. Vemos como uma oportunidade”, afirmou Roberto Coelho da Fonseca, cofundador e sócio da Side, ao NeoFeed. “Oferecemos um capital mais barato para o incorporador, porque esse investidor não cobra os juros de uma instituição bancária ou financeira”, disse Guaraná.
Coelho da Fonseca foi diretor-geral de lançamentos da imobiliária de luxo Coelho da Fonseca. O outro cofundador, Raphael Guaraná, é CEO da imobiliária Jardins&Co. Silvana Dorta, sócia da Jardins&Co, e o engenheiro Felipe Bettoni também entraram na sociedade.
“Há interesse dos incorporadores em aumentar as fontes de captação justamente pelo momento de dificuldade de mercado. Em outros cenários, esses produtos nem abriram para investidores externos.”
Roberto Coelho da Fonseca, cofundador e sócio da Side Capital
Um dos projetos com participação da Side é o Emiliano Itaim, do grupo hoteleiro com a incorporadora Lavvi, da Cyrela: duas torres num terreno de 4 mil metros quadrados, uma de hotel, com 54 quartos, e outra residencial, com unidades de cerca de 250 metros quadrados. Os investidores trazidos pela Side compraram cerca de 30% das unidades.
A empresa também tem parceria com a Lindenberg, para o edifício que leva o nome do fundador da construtora na Vila Nova Conceição, e com as incorporadoras Zabo e Lux, em projetos ainda não divulgados. Está em captação para mais quatro empreendimentos e estuda outros três. A venda das unidades deve ser intermediada pela Jardins&Co, para facilitar o ganho e manter os investidores na rede para os próximos projetos.
Por que importa. Por que importa: com o crédito bancário caro, o incorporador troca juros por uma fatia do lucro do projeto, e quem organiza esse capital fica com a taxa. Para uma fintech, o espaço está em digitalizar esse modelo: plataforma de investimento coletivo em imóveis, com originação, custódia e pagamento dos retornos, cobrando taxa de cada projeto e de cada investidor.
Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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