Fintechs na bolsaBolsa
Nubank US$ 12,4 −1,51%Inter US$ 4,43 −5,34%PagBank US$ 8,4 −1,87%Stone US$ 8,15 −2,1%XP US$ 15,96 +1,62%Nubank US$ 12,4 −1,51%Inter US$ 4,43 −5,34%PagBank US$ 8,4 −1,87%Stone US$ 8,15 −2,1%XP US$ 15,96 +1,62%
Abra sua fintech
Mundo das FintechsMundo das Fintechs
Buscar no Mundo das Fintechs
Publicidade
Hub 360
O time tech da sua fintech

Tenha sua plataforma de Banking ou Crédito no ar em semanas. Depois, ela cresce com você: módulo a módulo, ideia a ideia

Começar uma conversa
Infraestrutura de crédito

SPC Grafeno, dona de 40% do mercado de duplicatas, entra na fase de testes da duplicata escritural com aval do BC

Registro digital vira obrigatório em julho de 2027 para grandes empresas, em janeiro de 2028 para médias e em julho de 2028 para pequenas, num mercado estimado em R$ 11 trilhões

Por Redação Mundo das Fintechs · 27/10/2026 · 3 min de leitura
SPC Grafeno, dona de 40% do mercado de duplicatas, entra na fase de testes da duplicata…

Magno Lima, CEO da SPC Grafeno. Foto: Divulgação/SPC Grafeno

A SPC Grafeno, empresa de infraestrutura financeira que registra ativos de crédito e detém 40% do mercado de duplicatas, está entre as primeiras autorizadas pelo Banco Central a operar na fase de operação assistida da duplicata escritural, segundo reportagem do Portal EdiCase publicada nesta segunda-feira (26). De acordo com o CEO, Magno Lima, a companhia atendeu a todos os requisitos do regulador e deve começar a atuar nessa etapa em breve.

A operação assistida é o período em que duplicatas reais passam a ser registradas em ambiente controlado, com um grupo reduzido de empresas e instituições financeiras, sob supervisão do BC. Nela são testados a escrituração, a comunicação e a interoperabilidade entre os participantes antes da entrada em produção plena. O BC começou a autorizar as primeiras empresas para essa fase em julho.

A duplicata é o título emitido por quem vende a prazo e permite antecipar o dinheiro a receber com uma instituição financeira. No modelo escritural, previsto em lei de 2018 e regulamentado pelo BC, o título deixa o papel e passa a ficar em registro eletrônico em sistemas autorizados, acompanhado da emissão ao pagamento. O objetivo é reduzir fraudes e impedir que o mesmo crédito seja negociado mais de uma vez. O mercado de duplicatas é estimado em cerca de R$ 11 trilhões.

A adesão será obrigatória e gradual: julho de 2027 para empresas de grande porte, janeiro de 2028 para as de médio porte e julho de 2028 para as pequenas. Com o título em sistema aberto, a empresa emissora ganha portabilidade para escolher a melhor oferta de antecipação, e a integração com os sistemas de gestão (ERPs) agiliza o aceite e a liquidação.

“A duplicata escritural é o pilar que faltava para dar eficiência e segurança ao mercado de crédito brasileiro”

Magno Lima, CEO da SPC Grafeno

“A duplicata escritural é o pilar que faltava para dar eficiência e segurança ao mercado de crédito brasileiro. Ela transforma um simples registro de venda em um ativo financeiro digital com lastro garantido, permitindo que as empresas, especialmente as pequenas e médias, tenham acesso a capital de giro com taxas muito mais competitivas”, afirmou Magno Lima. Para ele, “ao remover a subjetividade do risco, o crédito deixa de ser uma barreira e passa a ser uma ferramenta de planejamento”.

Por que importa. Com o título digital e portável, a antecipação de recebíveis deixa de ser cativa do banco de relacionamento e passa a ser um leilão aberto. Fintech de crédito que plugar no ERP do pequeno e médio lojista e precificar pelo histórico real de vendas pode disputar uma fatia de um mercado de R$ 11 trilhões, com lastro registrado e menos risco de fraude.

Fonte: Portal EdiCase (via Terra). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

Gostou? Receba o Radar do Mundo das Fintechs

As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.