TCR, que já processou mais de R$ 9 bilhões em operações para empresas, pede licença de SPSAV ao Banco Central
Fintech fundada em 2024 intermedeia compra e venda de dólar digital (USDT) para empresas no balcão (OTC) e por API e protocolou o pedido dentro do prazo de 30 de outubro

Ricardo Farhat, fundador e CEO da TCR. Foto: Reprodução/LinkedIn
A TCR, fintech que intermedeia operações com dólar digital (USDT) para clientes corporativos, protocolou no Banco Central o pedido de autorização para funcionar como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV) na modalidade de intermediária, segundo o Livecoins, que publicou a informação nesta sexta-feira (30).
Fundada em 2024 e comandada pelo fundador e CEO Ricardo Farhat, segundo o perfil dele no LinkedIn, a empresa diz já ter processado mais de R$ 9 bilhões em operações. O foco é o segmento B2B: a TCR intermedeia a compra e a venda de stablecoins para empresas, inclusive em operações de balcão (OTC), negociadas diretamente entre as partes, fora dos livros de ofertas das plataformas, e oferece integração por API para que os clientes liguem os próprios sistemas às operações.
O pedido foi apresentado dentro do prazo de 30 de outubro, fixado pelo Banco Central para que as prestadoras que já estavam em atividade quando as novas regras entraram em vigor, em fevereiro, protocolem a solicitação e possam seguir operando enquanto ela é analisada. As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, editadas em novembro de 2025 para regulamentar a Lei 14.478/2022, exigem governança, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e segurança operacional. Quem estava em atividade e não pediu a autorização no prazo terá de encerrar as operações.
O protocolo não significa a concessão da licença, que depende da análise do Banco Central em duas fases.
“O uso de stablecoins, que por muito tempo ficou concentrado no investidor de criptomoedas, chegou às empresas, que hoje recorrem a elas para movimentar recursos com mais agilidade.”
Pedro Abrão, advogado da TCR
“O uso de stablecoins, que por muito tempo ficou concentrado no investidor de criptomoedas, chegou às empresas, que hoje recorrem a elas para movimentar recursos com mais agilidade”, afirma Pedro Abrão, advogado da TCR. Segundo ele, esse movimento “vai ampliar a confiança das empresas que ainda avaliam usar stablecoins em suas operações”.
Por que importa. Empresas já usam dólar digital para movimentar recursos e gerir liquidez, e a TCR mostra o tamanho disso: mais de R$ 9 bilhões desde 2024 com foco no corporativo. Com a licença do Banco Central virando pré-requisito, quem conseguir a autorização e oferecer integração por API passa a disputar um cliente empresarial que, segundo a própria TCR, pesa a regulação na hora de escolher com quem operar. É a porta para quem quer ganhar dinheiro intermediando stablecoins no B2B.
Fonte: Livecoins. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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