Benqme, a antiga Bankme, troca de nome por regra do BC e mira R$ 4 bilhões em crédito até 2027
Fintech de Londrina já soma mais de R$ 2 bilhões em volume de operações e agora foca no crediário de varejistas de médio porte

André Bravo, CEO da Benqme. Foto: Divulgação/Benqme, via Startupi
A Benqme, nome novo da fintech Bankme, quer chegar a R$ 4 bilhões em volume de operações (VOP) até o fim de 2027, segundo o Startupi nesta quarta-feira (4). A troca de nome atende à Resolução Conjunta nº 17/2025 do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que define regras para a nomenclatura de instituições do sistema financeiro.
Fundada em setembro de 2020 em Londrina (PR), a empresa diz ter hoje mais de R$ 2 bilhões em VOP, cerca de R$ 500 milhões sob gestão e 145 estruturas financeiras ativas. A equipe, que começou com cinco pessoas, tem 73 profissionais em dez estados.
Com a nova marca, a Benqme passa a priorizar varejistas de médio porte dos setores de móveis, eletrodomésticos, materiais de construção, vestuário, calçados e motocicletas. O alvo são lojas que já financiam as compras dos clientes com recursos próprios, no crediário, e precisam de ferramentas para controlar prazos, inadimplência, limites de crédito e o retorno do capital empregado.
“A oportunidade está em empresas que já financiam seus clientes, mas nem sempre têm uma estrutura dedicada para acompanhar o custo do capital, o risco de inadimplência e o retorno dessa carteira”, disse André Bravo, CEO da Benqme. Segundo ele, quando o crediário cresce, deixa de ser só ferramenta de venda e passa a pesar na gestão financeira do lojista.
“A oportunidade está em empresas que já financiam seus clientes, mas nem sempre têm uma estrutura dedicada para acompanhar o custo do capital, o risco de inadimplência e o retorno dessa carteira.”
André Bravo, CEO da Benqme, em comunicado divulgado pelo Startupi
Para dobrar o volume operado, a empresa diz apostar na profissionalização da gestão financeira do varejo, sem expansão desordenada da concessão de crédito.
Por que importa. Muito varejista médio já empresta dinheiro ao cliente no crediário, com recursos próprios. A fintech que transforma essa carteira em operação estruturada, com análise de crédito e controle de inadimplência, ganha receita em cima de um dinheiro que o lojista já empresta, e a Benqme mostra que dá para passar de R$ 2 bilhões em operações desde 2020 a partir de Londrina.
Fonte: Startupi. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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