Endeavor retoma o Scale-Up com 17 startups de IA que já captaram R$ 240 milhões; Core AI é a fintech da turma
Selecionadas entre 80, as empresas projetam quase R$ 200 milhões de receita somada em 2026, embora quase metade não tenha faturado em 2025

Fernando Martins (à esq.), CEO, e Enrico Damiani, CTO e cofundadores da Core AI. Foto: Divulgação/Core AI
A Endeavor Brasil anunciou a retomada do Programa Scale-Up, agora com seleção por temas a cada turma. O primeiro tema é o de empresas AI-native, em que a inteligência artificial está no centro da operação e do produto, e a turma reúne 17 startups escolhidas entre 80 pré-selecionadas.
Juntas, as 17 empresas já captaram mais de R$ 240 milhões em venture capital, com aportes de fundos como Prosus Ventures, Canary, Maya Capital, Flourish Ventures, Astella, DGF Investimentos, a16z speedrun, ONEVC, Norte e Caravela. Quase metade delas não registrou faturamento em 2025, mas o grupo projeta chegar a quase R$ 200 milhões em receita somada em 2026. A maioria foi fundada entre 2024 e 2026.
A única fintech da turma é a Core AI, que oferece infraestrutura para que plataformas de software ofereçam crédito aos próprios clientes. A empresa foi fundada por Fernando Martins, CEO, Carolina da Costa Carvalho e Enrico Damiani, CTO. Martins e Damiani vieram da Stone, segundo o site da companhia; a empresa levantou US$ 1 milhão em rodada pré-seed liderada pela big_bets. As demais se dividem entre infraestrutura de IA para empresas (Asteras, Dharma AI, Runflow, Strattum e TESS AI), saúde (First Layer, Matria, Revena e Voa Health), e-commerce e marketing (Agent.shop, AwSales e Maggu AI), software de operações (Alia, Glue e Klauvi) e turismo (PassHub).
As candidatas passaram por bancas com 20 painelistas, entre eles Pedro Conrade, da Neon, e Ludmila Pontremolez, da Zippi. A decisão final foi da equipe da Endeavor. Segundo Camila Lacerda, diretora de Estratégia de Negócios e Seleção da Endeavor Brasil, a escolha privilegiou negócios em que a IA é determinante para operar e entregar valor, com vantagem competitiva clara e em momento de escala.
“Retomar o programa com uma turma AI-native é peça essencial para colocar o Brasil no mapa global do empreendedorismo de alto impacto.”
Maria Teresa Fornea, diretora-geral da Endeavor Brasil, segundo comunicado da entidade
A turma inclui empreendedores de segunda viagem, como Diego Libânio, da First Layer, criador do Zé Delivery, e Kadu Monguilhott, da Strattum, ex-Neoway. O programa também lança o MCP Server Endeavor, que conecta o conteúdo de mais de 3.000 horas de mentorias à ferramenta de IA usada pelo empreendedor. Criado há uma década, o Scale-Up já apoiou 1.308 empreendedores, e três novas turmas estão previstas para 2027.
Por que importa. Crédito embutido em software é um dos negócios mais rentáveis do mercado: quem tem a base de clientes ganha nova receita sem virar banco, e quem fornece a infraestrutura cobra de todas as plataformas ao mesmo tempo. Ter uma fintech desse tipo escolhida numa turma de IA mostra que o investidor enxerga ali espaço para crescer rápido.
Fonte: Startupz. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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