Amazon lança crediário no Brasil em até 12 parcelas, sem cartão e com custo de 12% ao mês
O Amazon Crédito entra no app em etapas e coloca a gigante na disputa com Mercado Livre e Shopee pelo parcelamento sem cartão; quem empresta o dinheiro é uma SCD de infraestrutura

Marcelo França, CEO e fundador da Celcoin (Divulgação/Celcoin)
A Amazon começou a oferecer no Brasil o Amazon Crédito, um parcelamento sem cartão de crédito feito direto no site e no aplicativo, em até 12 parcelas. A empresa confirmou o lançamento ao Tecnoblog nesta quarta-feira (28). A modalidade está sendo liberada em etapas e ainda pode não aparecer para todos os clientes.
Na prática, é um empréstimo para compras dentro da própria Amazon. Segundo o Tecnoblog, o contrato não é com a Amazon: o consumidor assina o compromisso financeiro com a Celcoin Sociedade de Crédito Direto, instituição autorizada pelo Banco Central. A Celcoin atua como infraestrutura financeira (BaaS) para outras empresas.
O custo não é baixo. No exemplo dado pela própria Amazon, um crédito de R$ 100 em 5 meses sai em parcelas de R$ 27,74, total de R$ 138,70, com Custo Efetivo Total (CET) de 12% ao mês. O limite e o número de parcelas mudam de cliente para cliente, e nem todos terão as 12 vezes no começo; isso pode mudar com o uso e o pagamento em dia.
Para pedir, o cliente precisa ser titular da conta, ter entre 21 e 75 anos, renda mensal de pelo menos R$ 1.500, documentos válidos e endereço no Brasil, além de passar por análise de crédito. O limite só vale para compras na Amazon: não serve para empréstimo em dinheiro nem para outros sites.
“O Amazon Crédito não é operado pela Amazon. Na realidade, o consumidor assina o compromisso financeiro com a Celcoin Sociedade de Crédito Direto”
Tecnoblog, que confirmou o lançamento com a Amazon
Com o produto, a Amazon se junta a concorrentes que já oferecem uma espécie de crediário digital, como o Mercado Livre e a Shopee, que tem o SParcelado.
Por que importa. Por que importa: nem a Amazon quis montar banco para dar crédito no Brasil; ela alugou a licença e a tecnologia de uma SCD. Cada varejista, marketplace ou app com muito cliente e pouco cartão é um comprador em potencial desse crédito embutido, e a fintech que entrega análise de risco, contrato e cobrança prontos ganha em cima de cada parcela.
Fonte: Tecnoblog. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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