GCB Investimentos estrutura dois CRAs de até R$ 60 milhões para financiar grãos e gado e mira o investidor de R$ 1.000
Papéis do Grupo Zambianco e do Grupo Favaretto pagam CDI + 4% a 5,5% ao ano, com prazo de 55 meses; em junho a GCB tinha chegado a R$ 100 milhões em CRAs

Gustavo Blasco, fundador e CEO do Grupo GCB. Foto: Divulgação/GCB
A GCB Investimentos, que estrutura, securitiza e distribui ativos de crédito privado, prepara duas novas emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) que podem somar R$ 60 milhões, segundo a coluna Painel S.A., da Folha de S.Paulo, nesta terça-feira (27). Até junho, a empresa tinha estruturado R$ 100 milhões nesse tipo de papel.
Uma das operações é do Grupo Zambianco, produtor de soja e milho em Goiás e na Bahia, que cultiva cerca de 6.600 hectares por safra e teve receita de R$ 69,7 milhões no ciclo 2025/2026, alta de 21% sobre a temporada anterior. O dinheiro vai para reorganizar dívidas de custeio, comprar insumos e instalar um pivô de irrigação na Bahia, orçado em R$ 6 milhões. A garantia inclui um imóvel rural avaliado em R$ 37 milhões em cenário de venda forçada, além de recebíveis da venda de grãos. O CRA Zambianco tem taxa prevista de CDI + 4% ao ano.
A outra é do Grupo Favaretto, que, por meio da 3M Agropecuária, opera um confinamento com capacidade para 30 mil animais e movimenta cerca de 100 mil cabeças por ano, um dos cinco maiores confinamentos de gado próprio do país, segundo a plataforma DBO. Os recursos serão liberados por conta vinculada para a compra de bovinos, e o rebanho e os recebíveis entram como garantia, por alienação fiduciária e cessão. A remuneração começa em CDI + 5,5% ao ano na pré-reserva, que vai até 27 de outubro, cai para CDI + 5% a partir do dia 28 e para CDI + 4% a partir do dia 29.
Os papéis serão vendidos só na plataforma de investimentos da GCB, com aplicação mínima de R$ 1.000, juros mensais, prazo de 55 meses e isenção de Imposto de Renda para pessoa física, como prevê a lei para CRAs. A GCB, que tem Gustavo Blasco como fundador e CEO do grupo, também atua como plataforma de distribuição de renda fixa.
“Nosso papel é desenvolver soluções financeiras que considerem essas particularidades e ampliem o acesso dos produtores ao mercado de capitais.”
Victor Moura, diretor de DCM da GCB Investimentos
“O agronegócio reúne negócios com ciclos produtivos e demandas de capital bastante distintos. Nosso papel é desenvolver soluções financeiras que considerem essas particularidades e ampliem o acesso dos produtores ao mercado de capitais. Com essas emissões, conseguimos atender tanto às necessidades da agricultura quanto às da pecuária”, afirma Victor Moura, diretor de DCM da GCB Investimentos.
Por que importa. Produtor médio do agro tem receita e garantia real, mas pouco acesso ao banco. Quem estrutura o CRA, cuida das garantias e vende o papel direto ao investidor pessoa física em tíquete de R$ 1.000 ganha na estruturação e na distribuição, e é um espaço aberto para securitizadoras e plataformas de crédito menores.
Fonte: Folha de S.Paulo (Painel S.A.) e comunicado da GCB Investimentos. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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