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FIDC

Bless Capital, gestora de FIDCs com R$ 5 bilhões, tem R$ 6,52 bilhões originados em Goiás, 34% de tudo o que já comprou

Estado supera São Paulo, com 6,5%, na carteira histórica da gestora de Rafael Barbieri, que financia cadeias de empresas do middle market

Por Redação Mundo das Fintechs · 28/10/2026 · 3 min de leitura
Bless Capital, gestora de FIDCs com R$ 5 bilhões, tem R$ 6,52 bilhões originados em Goiás, 34%…

Rafael Barbieri, CEO e fundador da Bless Capital (Divulgação/Bless Capital)

A Bless Capital, gestora independente especializada em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), tem em Goiás a principal praça da sua carteira histórica de originação de recebíveis: R$ 6,52 bilhões, o equivalente a 34% de todo o volume que a casa já originou, segundo o Estado Maior nesta terça-feira (27). São Paulo, praça tradicional do crédito, responde por 6,5% (R$ 1,24 bilhão) da mesma base.

Goiás também lidera do lado de quem paga os títulos: os devedores do estado concentram 37,9% do volume histórico considerado pela gestora, ou R$ 5,27 bilhões. A Bless ressalta que os números são acumulados da carteira histórica de originação e pagamento, e não o retrato atual dos ativos sob gestão.

A gestora, fundada em 2021, tem cerca de R$ 5 bilhões sob gestão e aproximadamente 90 fundos ativos, o que a coloca entre as seis maiores gestoras independentes do país em número de FIDCs. O foco é o middle market, empresas com faturamento a partir de R$ 300 milhões, com estruturas sob medida para financiar o giro de cadeias de suprimento, distribuição e agronegócio.

Um dos modelos parte de uma empresa âncora: em vez de buscar caixa só para si, ela participa de uma estrutura que financia as vendas a prazo para clientes e distribuidores e as compras de fornecedores. O FIDC compra esses recebíveis com o dinheiro dos investidores. “A economia do interior e do Centro-Oeste tem uma dinâmica que o balcão bancário tradicional já não consegue suprir sozinho”, disse Rafael Barbieri, CEO e fundador da Bless.

“O empresário percebeu que pode utilizar o FIDC para transformar sua própria cadeia de fornecedores e compradores em uma plataforma eficiente de crédito”

Rafael Barbieri, CEO e fundador da Bless Capital, ao Estado Maior

O espaço para crescer é grande. Segundo levantamentos do setor citados pela gestora, o Centro-Oeste reúne 9,14% das empresas ativas do país, cerca de 2,2 milhões, e mais de 45% da produção nacional de grãos, mas tem só 2,5% do mercado de FIDCs. Dados da ANBIMA mostram captações dos FIDCs mais de 36% maiores no primeiro semestre e patrimônio líquido perto de R$ 770 bilhões.

Por que importa. Por que importa: o Centro-Oeste produz quase metade dos grãos do país e tem só 2,5% dos FIDCs. Quem monta fintech de crédito para cadeias do agro e da indústria regional, conectando a empresa âncora aos fornecedores e distribuidores, tem um mercado inteiro ainda pouco disputado pelos fundos da Faria Lima.

Fonte: Estado Maior. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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