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VENTURE CAPITAL

Astella, de Edson Rigonatti, prepara 6º fundo de até R$ 400 milhões só para IA, com embedded finance entre as apostas

Gestora de venture capital vai investir em 15 a 20 startups, do pré-Seed à Série A, com cheques de até US$ 7 milhões; quinto fundo já fez 13 investimentos

Por Redação Mundo das Fintechs · 25/10/2026 · 3 min de leitura
Astella, de Edson Rigonatti, prepara 6º fundo de até R$ 400 milhões só para IA, com embedded…

Edson Rigonatti (centro), sócio-fundador da Astella, com Luana Helsinger (esq.) e Clara Braga, da NXTP (dir.), no AI Salon. Foto: Divulgação

A Astella, gestora brasileira de venture capital fundada em 2008, prepara o lançamento do seu sexto fundo, que deve ficar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões e ser 100% voltado a empresas de inteligência artificial. Os planos foram contados pelo sócio-fundador Edson Rigonatti em entrevista ao Startups, publicada pelo InfoMoney na sexta-feira (24).

O novo fundo terá três frentes: software nativo em IA, venda de serviço com IA e embedded finance, a oferta de serviços financeiros dentro de empresas que não são bancos. A tese de estágio inicial continua: do pré-Seed à Série A, com uma carteira concentrada de 15 a 20 startups. Os cheques devem ficar entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões no Seed e entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões na Série A. Segundo Rigonatti, a gestora não pretende entrar em estágios mais avançados.

A Astella está na reta final do Journey V, o quinto fundo, que já fez 13 investimentos e deve fazer no máximo mais dois neste ano. Começou a investir em 2023 e será concluído no fim de 2026. Metade da carteira segue a lógica tradicional e a outra metade já é de empresas nativas em IA.

Para separar uma empresa nativa em IA de outra que só usa a tecnologia, a Astella olha o que ela entrega: quem vende o resultado, o trabalho ou a tarefa feita, e não uma licença ou assinatura, dá o sinal mais forte. Rigonatti também cobra que o fundador saiba quanto gasta em tokens, as unidades que os modelos de IA consomem, em cada entrega e onde esse custo entra: na margem bruta, no custo de aquisição de clientes ou em pesquisa e desenvolvimento.

“Somos muito bons em Seed; nessa etapa, somos incríveis. Depois disso, somos iguais a todo mundo”

Edson Rigonatti, sócio-fundador da Astella

As declarações foram dadas depois do AI Salon, evento realizado na terça-feira (20), no Instituto 12, no Rio de Janeiro, em painel com Clara Braga, analista de investimentos da NXTP, mediado por Luana Helsinger, idealizadora do evento. Para Rigonatti, falta às startups brasileiras a “ciência das vendas” para crescer no ritmo cobrado pelos fundos internacionais, e Omie, Resultados Digitais e Sallve aparecem entre as exceções. “Se você chegar na Série B sem esse pace, o grosso do dinheiro você não acessa mais”, disse.

Por que importa. Embedded finance virou uma das três apostas de um fundo de até R$ 400 milhões, e isso diz onde está o dinheiro: em quem coloca conta, crédito e pagamento dentro de softwares que já têm os clientes. A fintech que oferece essa infraestrutura ganha em cada transação dos clientes dos outros, e, se usar IA para entregar o resultado e souber o custo de cada operação, chega à mesa do investidor com a conta que ele quer ver.

Fonte: InfoMoney / Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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