Rebill, de Nahuel Candia, capta US$ 5,4 milhões com o CEO da Vercel para cobrar no Brasil e em mais 5 países sem empresa local
Paytech argentina já soma mais de US$ 9 milhões captados, quadruplicou a base de comércios ativos em 2026 e vai lançar contas multimoeda e pagamentos com marca própria para plataformas

Executivos da Rebill no escritório da empresa. Foto: Divulgação/Rebill
A Rebill, paytech argentina de infraestrutura de pagamentos que opera no Brasil, fechou uma rodada pré-Série A de US$ 5,4 milhões, anunciada na segunda-feira (20). Com o aporte, a empresa, fundada em 2020, passa de US$ 9 milhões captados desde a fundação. A rodada foi destacada no sábado (24) pela Bloomberg Línea entre os principais aportes da semana.
Guillermo Rauch, fundador e CEO da Vercel, volta a investir na empresa, e um executivo da SpaceX entra como pessoa física. Já estavam no capital Tiger Global, Y Combinator, SV Angel, Soma Capital e Arash Ferdowsi, cofundador do Dropbox.
A Rebill permite que uma empresa cobre em outros países com os meios de pagamento locais, como parcelamento e transferências bancárias, sem abrir uma empresa em cada mercado nem fechar contratos com bancos e processadoras de cada lugar. Ela opera na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México e nos Estados Unidos, com licenças próprias nos principais mercados e certificação PCI DSS nível 1.
Segundo a empresa, a base de comércios ativos quadruplicou entre janeiro e setembro de 2026, e o volume mensal de pagamentos processados triplicou no período. Entre os clientes estão a plataforma de educação Henry, a Assist 365, de assistência em viagem, e a americana TripleTen, de cursos de tecnologia, que faz mais de 85% das cobranças no Brasil com meios de pagamento locais.
“Queremos que para uma empresa cobrar no México, no Brasil ou nos Estados Unidos seja tão simples quanto cobrar no próprio país”
Nahuel Candia, fundador e CEO da Rebill
O dinheiro vai para crescer nesses mercados, aprofundar a operação nos Estados Unidos, atrair clientes maiores e lançar duas linhas de negócio: a Rebill Treasury, para manter saldos em várias moedas, converter e pagar fornecedores em cada país, e a Rebill Platforms, que permite a softwares e marketplaces oferecer cobranças e pagamentos aos próprios clientes com marca própria, enquanto a Rebill opera a infraestrutura. “Hoje isso ainda exige meses de papelada e acordos, e é o que trava muitas empresas da região que têm tudo para crescer lá fora”, afirma Candia.
Por que importa. Quem vende curso, software ou viagem para o Brasil a partir de fora precisa aceitar Pix, boleto e parcelado, e montar isso sozinho leva meses. A Rebill cobra para encurtar esse caminho, e o modelo de plataforma com marca própria mostra outra receita: o software que já tem os clientes passa a ganhar em cada pagamento. Para uma fintech brasileira, fazer o caminho inverso, levar empresas daqui para cobrar no México e nos Estados Unidos, é o mesmo negócio com a porta aberta.
Fonte: Bloomberg Línea. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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