Fintechs na bolsaBolsa
Nubank US$ 12,22 −19,39%Inter US$ 4,54 −36,79%PagBank US$ 8,26 −27,84%Stone US$ 8,12 −29,22%XP US$ 15,67 −48,47%Nubank US$ 12,22 −19,39%Inter US$ 4,54 −36,79%PagBank US$ 8,26 −27,84%Stone US$ 8,12 −29,22%XP US$ 15,67 −48,47%
Abra sua fintech
Mundo das FintechsMundo das Fintechs
Buscar no Mundo das Fintechs
Publicidade
Hub 360
O time tech da sua fintech

Tenha sua plataforma de Banking ou Crédito no ar em semanas. Depois, ela cresce com você: módulo a módulo, ideia a ideia

Começar uma conversa
Cripto

Binance pede licença de PSAV ao Banco Central e diz que quer ter mais produtos que qualquer banco no Brasil

Diretor-geral Thiago Sarandy diz que a exchange vai lançar boletos, portabilidade, transferência internacional e câmbio; prazo para pedir autorização termina nesta sexta-feira (30)

Por Redação Mundo das Fintechs · 26/10/2026 · 3 min de leitura
Binance pede licença de PSAV ao Banco Central e diz que quer ter mais produtos que qualquer…

Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil. Foto: Divulgação/Binance

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, protocolou no Banco Central o pedido de licença para operar no Brasil como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV). A informação foi dada pelo diretor-geral da exchange no país, Thiago Sarandy, em entrevista à Exame publicada nesta segunda-feira (26).

Pelas regras publicadas pelo BC no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos no país precisa pedir autorização até esta sexta-feira (30). Quem não for autorizado como PSAV perde o direito de operar e passa a ser tratado como instituição irregular.

Sarandy afirmou que a empresa quer ser uma plataforma financeira completa, e não só uma corretora de cripto. “Queremos ter mais produtos do que qualquer instituição bancária e, onde for o mesmo produto, que façamos um serviço melhor”, disse. Hoje a Binance já tem o Pay Pix, que permite pagar ou transferir em reais usando o saldo em criptomoedas, e liberou em agosto a negociação de ações e ETFs americanos para brasileiros. Segundo o executivo, em breve chegam boletos, portabilidade, transferência internacional e câmbio.

Para se tornar PSAV, a Binance adotou um modelo de duas instituições. A corretora Sim;paul, comprada em operação anunciada em 2022, passou a se chamar Binance Brasil e vai guardar os saldos em reais e em outras moedas, além de cuidar de pagamentos, ações americanas e, quando a CVM liberar, derivativos. As operações com ativos virtuais ficam com uma segunda empresa, recém-criada, a B Brasil.

“Queremos ter mais produtos do que qualquer instituição bancária e, onde for o mesmo produto, que façamos um serviço melhor”

Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil

O executivo criticou pontos da regulação. A Binance teve de deixar de oferecer margem (operação alavancada com dinheiro emprestado pela corretora) e empréstimos. “Vamos lutar por uma mudança regulatória e parceria para que um parceiro bancário nos ajude a retomar esses produtos. Para crédito já temos uma parceria”, afirmou. Para ele, o prazo foi curto demais: “Apenas 270 dias para as exchanges estarem prontas. Para instituições de pagamento foram 5 anos no total”.

Já pediram a licença de PSAV OKX, Bybit, Crown, Brasil Bitcoin, Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange, segundo a Exame. Avenia, Coinbase, Foxbit, Lumx e Mercado Bitcoin devem pedir em breve. No caminho contrário, Revolut, Lemon Cash e Bitso anunciaram que deixam de oferecer cripto no Brasil, e Coinext, NovaDAX, Bity e Digitra.com encerraram as operações. Sarandy diz que a saída não é boa para a Binance, porque a maior parte desses players usava os serviços da exchange.

Por que importa. Quando a regra fica mais cara, o mercado se concentra e sobra espaço para quem vende a infraestrutura: custódia, liquidez, conformidade e parceria bancária para crédito, o mesmo que a Binance diz precisar. Para uma fintech, a oportunidade está em ser o parceiro regulado que as exchanges e as empresas menores, sem fôlego para tirar a licença sozinhas, vão contratar a partir de 30 de outubro.

Fonte: Exame. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

Gostou? Receba o Radar do Mundo das Fintechs

As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.