C6, PicPay e Mercado Pago lideram reclamações entre fintechs no ranking do BC do 3º tri; C6 tem índice de 52,31 e fica atrás só do Bradesco
Nove das 15 instituições da lista são fintechs ou bancos digitais; Nubank, CloudWalk e 99Pay têm os menores índices, a dez dias das novas regras do SAC

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (22) o ranking de reclamações contra instituições financeiras do terceiro trimestre de 2026, e o C6 Bank aparece em segundo lugar na lista geral, à frente de todos os outros bancos digitais e fintechs. O índice do C6 ficou em 52,31 reclamações procedentes por milhão de clientes, atrás apenas do Bradesco, com 57,23, segundo a Finsiders Brasil.
Logo depois vêm o Itaú (43,20) e o conglomerado BTG Pactual/Banco Pan (40,60). PicPay, com 35,51, e Mercado Pago, com 30,57, completam o grupo de fintechs mais reclamadas, nas quinta e sexta posições. Banco do Brasil (29,94), Santander (29,75), PagBank (28,52) e Inter (18,45) fecham o top 10.
Na parte de baixo da lista estão Neon (18,02), Caixa (17,15), Nubank (10,68), CloudWalk (10,12) e 99Pay (5,98). Das 15 instituições, só seis são bancos tradicionais. O BC ordena o ranking pela proporção entre queixas procedentes e base de clientes, e não pelo número absoluto: o Bradesco teve 6.333 reclamações para 110,6 milhões de clientes, e o C6, 1.893 para 36,2 milhões. Os dois melhoraram em relação ao trimestre anterior.
Somados, C6, PicPay e Mercado Pago têm 185,9 milhões de clientes e 6.827 reclamações, números maiores que os do Bradesco. O Nubank, maior base da lista entre as fintechs, com 119,6 milhões de clientes, registrou 1.278 queixas.
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Os problemas de segurança, confiabilidade e legitimidade em operações com cartão de crédito lideraram, com 4.159 registros, seguidos pelas operações de crédito fora do consignado, com 3.193.
O ranking sai a dez dias da entrada em vigor das novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), em 2 de novembro. Bancos e fintechs terão de oferecer atendimento humano por chat das 8h às 20h, inclusive nos fins de semana, telefone para urgências, suspensão de cobranças indevidas e prazos mais curtos de espera e de resposta.
Por que importa. A regra nova do SAC obriga banco e fintech a ter gente atendendo por chat das 8h às 20h, todos os dias, e o ranking mostra que nem os maiores dão conta. Quem vende atendimento como serviço para instituição financeira (chat com IA e humano integrado, gestão de disputas de cartão, prevenção de fraude) tem 15 clientes grandes com problema público e prazo curto para resolver.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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