FIDC GWM chega a R$ 252 milhões em setembro para financiar o usado que as concessionárias recebem na troca
Fundo da montadora, gerido pela Integral Investimentos e administrado pela Integral Access, tinha 29 cotistas em setembro, segundo o informe mensal entregue à CVM

Divulgação/GWM
O FIDC GWM, fundo de direitos creditórios criado pela montadora GWM Brasil para financiar a compra dos carros usados que as concessionárias recebem na troca por um zero quilômetro, encerrou setembro de 2026 com patrimônio líquido de R$ 252 milhões, segundo o informe mensal entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em agosto, o patrimônio era de R$ 226,8 milhões.
O fundo, registrado como FIDC Auto GWM, tinha 29 cotistas no fim de setembro: 28 na cota sênior e 1 na subordinada. A carteira de direitos creditórios somava R$ 197 milhões. Pelo cadastro da CVM, a gestão é da Integral Investimentos, do Integral Group, a administração é da Integral Access DTVM e a custódia, da Oliveira Trust.
A operação funciona assim: quando o cliente entrega o carro usado como parte do pagamento de um GWM novo, a concessionária precisa pagar a montadora pelo veículo zero, mas só recebe pelo usado quando consegue revendê-lo. O fundo financia a loja nesse intervalo, com prazo de até três meses para a revenda, sem que ela tenha de usar capital próprio.
A GWM apresentou o fundo em janeiro de 2025 como o primeiro FIDC de uma montadora no Brasil voltado à compra de veículos usados. Na época, a empresa informou que o fundo foi estruturado pelo Banco Alfa, com gestão da Kanastra, e que começaria com mais de R$ 60 milhões, com potencial para chegar a R$ 500 milhões, atendendo os 28 grupos que controlavam as cerca de 100 concessionárias da marca.
“Estamos introduzindo um modelo de fundo que até agora era inexistente para a negociação de carros seminovos.”
Fernando Bianchi, gerente de Desenvolvimento de Rede de Concessionárias da GWM, no lançamento do fundo em janeiro de 2025
“Estamos introduzindo um modelo de fundo que até agora era inexistente para a negociação de carros seminovos”, disse Fernando Bianchi, gerente de Desenvolvimento de Rede de Concessionárias da GWM, no lançamento. Segundo a montadora, o fundo dá mais caixa às lojas, acelera o giro do estoque de usados e permite avaliar melhor o carro do cliente na troca.
Por que importa. toda revenda de carro tem dinheiro parado no pátio, e o usado que entra na troca costuma ser bancado com o caixa da própria loja. A GWM mostrou que dá para transformar esse giro em recebível e vender cotas a investidores. Quem montar a mesma estrutura para outras redes, de motos, máquinas ou caminhões, ganha com taxa de gestão, originação e tecnologia de controle do estoque.
Fonte: CVM (informe mensal de FIDC, setembro de 2026) e GWM Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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