Movantis: VP de Produto cria com IA, em 3 meses, ferramenta própria para priorizar o roadmap de fintech que movimenta US$ 60 bilhões por ano
David Lopes contou no podcast AI First Cast como usou o Claude Code para cruzar potencial de mercado, margem e tempo de implantação e decidir onde a empresa aposta

Reprodução/AI First Cast
A Movantis, fintech de pagamentos internacionais que atua nos Estados Unidos e na América Latina, usa uma ferramenta própria, criada com inteligência artificial pelo vice-presidente de Produto, David Lopes, para decidir em quais produtos, clientes e países apostar. Lopes contou como construiu o sistema no episódio 48 do podcast AI First Cast, publicado na sexta-feira (30).
Segundo o executivo, que está na empresa há cerca de dez meses, a ferramenta levou de dois a três meses para ficar pronta e foi feita em vibe coding, com o Claude Code, da Anthropic. Ela cruza critérios como potencial de mercado, margem do produto, tempo de venda e tempo de implantação para montar a matriz de apostas por indústria, produto e geografia. Dentro de cada produto, ajuda a priorizar funcionalidades pela receita esperada, pela urgência ou pelo valor estratégico de uma parceria, e o retorno de cada aposta é acompanhado depois por indicadores como ROI em 12 meses e redução de custo.
A necessidade veio da estrutura da empresa: a Movantis reúne cerca de dez companhias adquiridas, cada uma com cultura, processo e produto próprios, e o time de produto de Lopes está espalhado por mais de dez países. O portfólio inclui pay-in, pay-out, emissão de cartões, carteiras digitais, remessas, câmbio e liquidação com stablecoins, para importadores, exportadores, bancos, fintechs, varejo e empresas da economia sob demanda. Lopes disse que optou por um software próprio, e não por agentes soltos ou pelo Jira, porque precisava de flexibilidade e de uma base de conhecimento que também aponte quando um produto deve ser descontinuado.
A Movantis é a marca da Transnetwork LLC e suas subsidiárias. Segundo comunicado da empresa de 28 de outubro, sua rede movimenta mais de US$ 60 bilhões por ano em mais de 200 milhões de transações, com mais de 90 mil pontos de pagamento; no podcast, Lopes falou em mais de US$ 65 bilhões. A empresa diz ter licença de transmissora de dinheiro em 50 jurisdições dos Estados Unidos e atuação em mais de 15 mercados da América Latina. No mesmo comunicado, anunciou a integração com a rede Stellar para liquidar em USDC remessas dos Estados Unidos para El Salvador.
“Com a IA você consegue desenvolver muita coisa, mas muita coisa pode ser lixo, pode não ter valor.”
David Lopes, vice-presidente de Produto da Movantis, no AI First Cast
“Com a IA você consegue desenvolver muita coisa, mas muita coisa pode ser lixo, pode não ter valor”, afirmou Lopes, para quem o papel da área de produto continua sendo decidir o que faz sentido. O AI First Cast é apresentado por Fred Pericini, cofundador da Agência F2F, e Filipe Xavier, e tem patrocínio do SoftBank.
Por que importa. uma fintech de pagamentos com cerca de dez empresas compradas e um portfólio amplo de produtos ganha dinheiro escolhendo bem onde apostar, e hoje um executivo monta em poucos meses, com IA, o sistema de priorização que antes costumava exigir um time de desenvolvimento. Para quem tem ou quer ter fintech, o recado é que a margem está em cortar cedo o produto que não paga e acelerar o que dá retorno.
Fonte: AI First Cast (episódio de 30/10/2026) e comunicado da Movantis (PR Newswire, 28/10/2026). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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