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Finnet: antecipação de recebíveis por nota fiscal cresce 10% e chega a R$ 12 bilhões no semestre

Levantamento da fintech de infraestrutura financeira mostra tíquete médio maior e empresas usando o recebível para financiar operações de mais valor com o crédito bancário caro

Por Redação Mundo das Fintechs · 29/10/2026 · 3 min de leitura
Finnet: antecipação de recebíveis por nota fiscal cresce 10% e chega a R$ 12 bilhões no semestre

Leo Monte, CEO da Finnet (Divulgação/Finnet)

O volume de antecipação de recebíveis baseada em notas fiscais cresceu 10% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025 e chegou a R$ 12 bilhões, segundo levantamento da Finnet, fintech de infraestrutura de inteligência financeira. Os dados foram publicados pela Coluna do Broadcast, do Estadão.

O volume financeiro tem crescido mais rápido que o número de notas antecipadas, o que indica que as empresas estão priorizando operações de maior valor, segundo o head de crédito da Finnet, Luiz Henrique Cineli. O tíquete médio subiu de R$ 33,3 mil em 2024 para R$ 38,6 mil em 2025.

Tradicionalmente, a antecipação é usada para capital de giro, porque os recebíveis têm prazo mais curto que as linhas bancárias. Com os juros altos por um período prolongado, o crédito ficou mais caro e os bancos ficaram mais exigentes, e a antecipação passou a ser uma alternativa de liquidez mais acessível. A modalidade também ganha peso com a implementação da duplicata escritural, a versão eletrônica do título que representa vendas a prazo.

Nos programas de risco sacado, as instituições financeiras analisam principalmente a capacidade de pagamento da empresa compradora, como um grande varejista que compra estoque de fabricantes. “A análise do risco não é do fornecedor, e sim da empresa-âncora, que normalmente tem um melhor rating”, disse Cineli.

“A análise do risco não é do fornecedor, e sim da empresa-âncora, que normalmente tem um melhor rating”

Luiz Henrique Cineli, head de crédito da Finnet, ao Estadão

Para o executivo, o cenário de crédito restrito pode favorecer o segmento. “Historicamente, períodos de crédito mais restrito aumentam a procura por soluções lastreadas em recebíveis, por serem de prazo curto e vinculadas a transações comerciais já realizadas”, afirmou. A antecipação de recebíveis de cartão, feita por bancos e adquirentes sobre vendas na maquininha, costuma atender compromissos menores, enquanto a antecipação por nota fiscal envolve volumes maiores.

Por que importa. R$ 12 bilhões por semestre só em nota fiscal, com tíquete médio subindo, mostram onde está o dinheiro do crédito para empresas. A fintech que se pluga no fluxo de notas e na duplicata escritural, e empresta olhando o risco da empresa-âncora, ganha no spread com inadimplência menor, e o crédito caro dos bancos empurra o cliente para ela.

Fonte: Estadão. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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