Grupo Potencial, de biodiesel, pede licença ao Banco Central para ter banco próprio e financiar produtores de soja; grupo fatura até R$ 14 bilhões
Empresa do Paraná, hoje financiada por um FIDC, quer começar a operar o banco no 2º semestre de 2027 e pagar o crédito com a soja que vai para a sua esmagadora

Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial. Foto: Divulgação/Grupo Potencial
O Grupo Potencial, que produz biodiesel em Lapa (PR) e distribui combustíveis, pediu autorização ao Banco Central para abrir um banco próprio e quer começar a operar no 2º semestre de 2027, segundo a coluna Broadcast Agro, do Estadão, publicada nesta segunda-feira (2). A empresa espera obter a licença em seis a sete meses.
O plano é financiar agricultores que possam fornecer soja à esmagadora do grupo, que tem capacidade para 1,15 milhão de toneladas por ano e, segundo a empresa, opera a plena carga. “A moeda de troca é a soja que a gente vai usar para a indústria”, afirma Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente da companhia.
Hoje, as nove empresas do grupo são financiadas por um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Com o banco, a Potencial pretende ampliar os serviços financeiros e atender também clientes de fora do grupo.
O grupo estima faturar até R$ 14 bilhões em 2026. Entre os próximos passos estão uma usina de etanol de milho, com obra prevista para começar até março de 2027, R$ 1 bilhão em instalações na primeira etapa e capacidade para 350 milhões de litros por ano. Somando a compra e a estocagem do cereal, a necessidade de recursos pode chegar a R$ 1,7 bilhão, estima Hammerschmidt. A terceira planta de biodiesel deve começar a funcionar em 2027, e a empresa está entrando na distribuição de combustíveis na Bahia.
“A moeda de troca é a soja que a gente vai usar para a indústria.”
Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial
Por que importa. Quando uma indústria troca o FIDC por um banco próprio, ela passa a ganhar o spread do crédito que antes pagava e garante a matéria-prima: o produtor recebe o dinheiro e paga com a soja. É o modelo de crédito ligado à cadeia, e quem fornece a tecnologia, o registro das garantias e a estrutura regulatória para essas empresas virarem instituição financeira tem um mercado grande no agro.
Fonte: Estadão (Broadcast Agro). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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