Bradesco e CPQD testam o IDbra, identidade digital em blockchain para o cliente compartilhar dados com menos cadastro repetido, com expansão prevista para 2027
A plataforma, criada com o inovabra, usa credenciais verificáveis e a autenticação do banco; o teste começou em agências do Bradesco em dezembro de 2025

Sebastião Sahão Junior, presidente do CPQD. Foto: Divulgação/CPQD
O IDbra, plataforma de identidade digital descentralizada baseada em blockchain, está sendo desenvolvido pelo CPQD em parceria com o Bradesco e o inovabra, o hub de inovação do banco, segundo comunicado divulgado nesta semana e publicado pelo Inforchannel na quinta-feira (5) e pelo TI Inside na sexta-feira (6). A solução usa credenciais verificáveis para que o cliente compartilhe seus dados com empresas de forma segura, com menos etapas de cadastro e de validação.
O teste começou em algumas agências do Bradesco em dezembro de 2025, e a previsão é ampliar o uso ao longo de 2027. Pelo IDbra, o usuário compartilha os dados por meio de credenciais digitais verificáveis, usando os mecanismos de autenticação do próprio Bradesco. A blockchain funciona como a infraestrutura que registra os dados ligados a essas credenciais.
Para as empresas que recebem os dados, a proposta é reduzir o risco de fraude e o custo operacional, além de simplificar a identificação e a validação de clientes. Como a credencial já vem verificada, diminui a necessidade de cadastros repetidos a cada nova contratação ou acesso a um serviço.
O CPQD, centro de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia de Campinas (SP), estuda o conceito de identidade digital descentralizada há cerca de dez anos. Segundo a instituição, a tecnologia permite que bancos, universidades e varejistas emitam credenciais verificáveis que podem ser usadas em diferentes contextos. No comunicado, o CPQD é apresentado como parceiro de tecnologia do Bradesco no projeto.
“A partir da criação de uma credencial verificável com dados registrados em blockchain, reduz-se a necessidade de preenchimento de novos formulários, o que simplifica a jornada do usuário e otimiza processos, mantendo elevados padrões de segurança”
CPQD, em comunicado
Por que importa. Cadastro e checagem de identidade são um dos maiores custos de quem abre conta ou concede crédito, e boa parte das fraudes entra por aí. Se credenciais verificadas por um banco passarem a circular entre empresas, a fintech que souber emitir, receber ou validar essas credenciais vende onboarding mais barato e com menos fraude para quem empresta, cobra ou abre contas.
Fonte: TI Inside e Inforchannel. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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