Makasí vê pedidos de crédito para obras em Curitiba crescerem mais de sete vezes, para quase R$ 95 milhões; fintech já originou R$ 500 milhões
Fintech curitibana de crédito para construtoras e incorporadoras atua em 23 estados e diz ter viabilizado a conclusão de mais de 360 imóveis desde 2023

Caio Bonatto, cofundador e CEO da Makasí. Foto: Divulgação/Makasí (via Tribuna do Paraná)
A Makasí, fintech de crédito para construção criada em Curitiba, viu o volume de crédito pedido por construtoras e incorporadoras da capital paranaense passar de R$ 12,5 milhões em abril e maio para quase R$ 95 milhões em julho e agosto de 2026, um salto de mais de sete vezes, segundo dados da empresa publicados pela Tribuna do Paraná neste sábado (7).
O valor médio pedido por operação também subiu, de cerca de R$ 4 milhões em maio para R$ 11,3 milhões em agosto. Desde a fundação, em 2023, a Makasí diz ter originado mais de R$ 500 milhões em crédito, ajudado a concluir mais de 360 imóveis e apoiar o desenvolvimento de mais de 3 mil unidades habitacionais. A fintech atua hoje em 23 estados.
A empresa analisa o empreendimento, e não só o balanço da construtora: cruza dados financeiros da empresa com a viabilidade do projeto, a evolução física da obra e o uso do dinheiro, com apoio de inteligência artificial. O objetivo, segundo a Makasí, é reduzir atrasos, estouros de orçamento e obras paradas. Atende de construtoras pequenas a grandes incorporadoras, de casas individuais a condomínios.
A Makasí foi fundada por Caio Bonatto, Lucas Maceno e Fabiane Pellegrino. Bonatto, filho de um incorporador paranaense, fundou antes a Tecverde, de construção industrializada, onde viu construtoras com projetos viáveis sem acesso a crédito no prazo certo. A demanda em Curitiba acompanha um mercado valorizado: em junho, o metro quadrado residencial anunciado na cidade chegou a R$ 11.752, segundo o Índice FipeZAP.
“A resiliência comercial em Curitiba é uma alavanca importante para acesso a crédito, dado que vender a um bom preço e em um bom ritmo são fatores-chave para acesso a capital e, principalmente, sucesso do projeto para todas as partes”
Caio Bonatto, CEO da Makasí, à Tribuna do Paraná
Por que importa. Crédito para obra é um gargalo do setor: a construtora com bom projeto e balanço pequeno fica sem dinheiro no meio da obra. A fintech que analisa o empreendimento e acompanha a obra de perto consegue emprestar com menos risco, e a Makasí mostra que a demanda cresce rápido onde o imóvel vende bem.
Fonte: Tribuna do Paraná. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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