Nubank cripto volta ao normal: saques e depósitos de criptomoedas liberados desde as 22h de sexta
Banco atribui a pausa a um fornecedor externo de dados, sem dizer qual; compra e venda de cripto no app não pararam

David Vélez, fundador e CEO do Nubank, no Web Summit Rio (1º/05/2023): Sam Barnes/Web Summit Rio (CC BY 2.0)
O Nubank cripto voltou a funcionar por completo. O banco informou neste sábado (7) que os saques e depósitos de criptomoedas na plataforma estão normalizados desde as 22h de sexta-feira (6), como noticiaram o Seu Dinheiro e o InfoMoney. Os clientes voltam a poder enviar moedas para carteiras externas e receber moedas de fora do app.
A pausa tinha começado na manhã de sexta, como o Mundo das Fintechs mostrou. Durante todo o período, a compra e a venda de criptomoedas dentro do aplicativo seguiram funcionando; só as transferências para dentro e para fora da plataforma ficaram suspensas.
O que mudou desde ontem é a explicação. Em nota, o Nubank atribuiu a interrupção a uma instabilidade em um fornecedor externo de dados e afirmou que o problema “não afetou a infraestrutura do Nubank, e os ativos e as informações dos clientes permaneceram protegidos”. O banco não disse qual é o fornecedor.
Segundo a Folha e o BitNotícias, a Fireblocks, que o Nubank cita no suporte como fornecedora de tecnologia de custódia, afirmou que a interrupção não teve relação com a plataforma dela.
“A instabilidade em um fornecedor externo de dados não afetou a infraestrutura do Nubank, e os ativos e as informações dos clientes permaneceram protegidos”
nota do Nubank
O Mercado Pago também suspendeu transferências de cripto na sexta, atribuindo o problema a um fornecedor de monitoramento de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro.
Por que importa. Em menos de um dia, o Nubank restabeleceu as transferências de cripto e manteve a compra e a venda funcionando, sinal de que cripto dentro do app de banco já é serviço que o cliente cobra quando para. O episódio também mostra quanto bancos dependem de fornecedores de dados e de checagem de transações: monitoramento de risco e prevenção à lavagem em cripto é um serviço pelo qual bancos e corretoras pagam, e cada falha como a de sexta mostra o valor de quem entrega isso com estabilidade.
Fonte: Seu Dinheiro. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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