OKX quer trazer ações tokenizadas ao Brasil e diz que 3 dos 5 maiores bancos do país já são clientes
CEO da OKX Brasil, Guilherme Sacamone, diz que a corretora ainda não conversou com a CVM e que a regulação impede a oferta hoje; bancos usam a liquidez da empresa no país

Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil. Foto: Divulgação/OKX (via Money Times)
A OKX, corretora de criptomoedas, quer oferecer ações tokenizadas, commodities e outros ativos negociados em blockchain no Brasil, segundo o Portal do Bitcoin. Os planos foram apresentados por Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, em coletiva de imprensa na quinta-feira (5), em São Paulo.
Sacamone disse que três dos cinco maiores bancos do país já são clientes da OKX e usam a liquidez da corretora no Brasil. Ele não disse quais são os bancos nem os valores movimentados, alegando restrições comerciais.
Para as ações tokenizadas, a OKX quer usar a parceria com a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da Bolsa de Nova York, anunciada em março. Na ocasião, a ICE investiu na corretora com base em uma avaliação de US$ 25 bilhões; o valor do aporte não foi divulgado. “A gente adoraria trazer ações tokenizadas que já oferecemos lá fora para o Brasil. Infelizmente, não podemos por uma questão regulatória”, afirmou o executivo.
Segundo o Portal do Bitcoin, a OKX ainda não iniciou conversas com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre esses produtos. Em outubro, a CVM publicou a Resolução 249, que criou um piloto para testar emissão, negociação, custódia e liquidação de valores mobiliários em redes de registro distribuído, mas em ambiente experimental, sem investidores nem recursos reais.
“Dos cinco maiores bancos do Brasil, três já são nossos clientes, já operam conosco, já utilizam a nossa liquidez no Brasil”
Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, ao Portal do Bitcoin
Sacamone defende que investidores brasileiros possam negociar esses ativos com stablecoins atreladas ao dólar, inclusive em commodities como café, soja e minério de ferro. Para ele, a relação entre bancos e corretoras de cripto tende a ser de complementaridade: o cliente começa pelo próprio banco e depois procura a corretora para produtos mais sofisticados.
No mesmo evento, a OKX lançou no Brasil o OKX Money, aplicativo que converte reais enviados por Pix em stablecoins de dólar, e um cartão internacional emitido pela Monavate na rede Mastercard.
Por que importa. Quando três dos cinco maiores bancos do país usam a liquidez de uma corretora de cripto, abre-se espaço para quem vende essa infraestrutura. Para fintech, a oportunidade está em vender a camada do meio: liquidez, conversão de reais em stablecoin, custódia e integração por API para instituições que querem oferecer cripto sem operar uma exchange, cobrando por volume negociado e por serviço.
Fonte: Portal do Bitcoin. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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