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Pluggy é a única brasileira no Fintech 100 da CB Insights, que analisou mais de 70 mil fintechs em 2026

A plataforma de Open Finance entra na lista ao lado das mexicanas Clara e Aviva e da argentina Tapi; as 100 escolhidas já captaram US$ 10,9 bilhões

Por Redação Mundo das Fintechs · 28/10/2026 · 3 min de leitura
Pluggy é a única brasileira no Fintech 100 da CB Insights, que analisou mais de 70 mil fintechs…

Bruno Loiola, Gabriel Gantes, Victor Braga e Rogério Correa, cofundadores da Pluggy. Divulgação/Pluggy

A Pluggy, plataforma brasileira de infraestrutura de Open Finance, é a única empresa do Brasil na lista Fintech 100 de 2026 da CB Insights, divulgada nesta quarta-feira (28). A consultoria de inteligência de mercado analisou mais de 70 mil fintechs, do estágio pré-seed à Série C, para escolher as 100 mais promissoras do ano. Outras três latino-americanas entraram: as mexicanas Clara e Aviva e a argentina Tapi.

A Pluggy aparece na categoria de finanças integradas (embedded finance), que reúne empresas que conectam serviços financeiros a outras plataformas, ao lado de Bastion, Crossmint, Infinant, Koxa e Stitch. Em agosto, a fintech concluiu uma rodada Série A de US$ 3,5 milhões liderada pela DGF, com novos aportes de Y Combinator e Brazil Venture Capital, e disse que quer triplicar o faturamento em relação ao ano anterior.

A Clara, de gestão de gastos corporativos, está em serviços bancários para empresas. Fundada no México em 2020, ela transferiu a sede para o Brasil em agosto de 2023, depois de obter autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento. A Aviva, de crédito ao consumidor, combina atendimento por videochamada com IA e quiosques físicos e captou US$ 18 milhões em julho, em rodada liderada pela Valor Capital Group, com a brasileira Caravela Capital. A Tapi está em pagamentos internacionais.

As 100 fintechs selecionadas captaram juntas US$ 10,9 bilhões, dos quais mais de US$ 3,2 bilhões em 2026 até 5 de outubro, e fecharam mais de 330 parcerias desde 2025, incluindo acordos com JPMorgan Chase, Mastercard e Nasdaq. A metodologia considerou atividade de investimento, parcerias, força dos investidores, ritmo de contratação, receita e as notas preditivas da própria CB Insights, como o Mosaic Score. Empresas que já tiveram saída, como aquisição, ficaram de fora.

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Segundo o relatório, três tendências marcam a edição, que é a nona: o uso de blockchain fora dos ativos digitais, em pagamentos internacionais, serviços para empresas e crédito; o uso de dados próprios das instituições financeiras para criar aplicações de inteligência artificial; e a transformação de exigências regulatórias em produto, com plataformas que permitem ao cliente operar em mercados onde não conseguiria sozinho.

Por que importa. A única brasileira da lista não vende conta nem cartão: vende a conexão de dados que outras empresas usam para dar crédito, conciliar e pagar. Com o Open Finance obrigatório, cada banco, varejista e ERP precisa desse encanamento, e a fintech que cobra por conexão ou consulta cresce junto com todo o mercado, com uma rodada de só US$ 3,5 milhões.

Fonte: Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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