Warren Investimentos troca de CEO: Renato Cunha assume no lugar do cofundador Tito Gusmão, que vai para o conselho
Executivo com passagens por McKinsey, XP e Itaú chega depois da venda da plataforma para a argentina Cocos Capital, que ainda depende do Banco Central

Renato Cunha, novo CEO da Warren (Foto: Divulgação/Warren)
A Warren Investimentos anunciou nesta terça-feira (3) Renato Bereznjak Cunha como seu novo CEO. Ele substitui o cofundador Tito Gusmão, que comandava a plataforma havia quase dez anos e passa a integrar o conselho de administração, segundo comunicado da empresa citado pela Bloomberg Línea e pelo Valor Econômico.
A troca acontece depois da venda da operação para a argentina Cocos Capital, negócio que ainda depende de aprovação do Banco Central. Segundo a empresa, Cunha chega com o mandato de conduzir a “próxima fase de crescimento” da Warren.
O executivo tem mais de 15 anos no mercado financeiro. Começou na McKinsey & Company, atendendo empresas de serviços financeiros na América Latina. Na XP, foi chefe de produtos e operações e integrou o comitê executivo. No Itaú Unibanco, onde ficou de 2024 ao início de 2026, respondeu por produtos, plataformas digitais e novos canais de distribuição, de acordo com o Valor.
“Meus primeiros meses serão dedicados a conhecer a fundo o time, os clientes e os parceiros, para ajudar a companhia a crescer a partir da base que já existe”, disse Cunha.
“A Warren construiu uma proposta que ajuda os clientes a alcançarem seus objetivos, sempre com o interesse deles no centro do negócio, e isso foi decisivo para a minha escolha.”
Renato Cunha, novo CEO da Warren, em nota divulgada pela empresa
Bruno Mota, chefe de operações da Warren, ligou a escolha ao momento do mercado: episódios recentes levaram investidores a perguntar o que estava sendo recomendado e por quê. “Essa pergunta é o ponto de partida da Warren: uma experiência de investimentos que começa pelo objetivo do cliente e explica o porquê de cada escolha. Vemos muito espaço para crescer com esse movimento, e a chegada do Renato reforça a nossa capacidade de fazer isso”, afirmou em nota da empresa.
Segundo a Warren, a próxima etapa prevê uma experiência de investimentos digital que parte dos objetivos de cada cliente, mais distribuição por meio de profissionais e empresas parceiras, com as soluções de gestão de patrimônio do Warren PRO, e melhora no atendimento a clientes institucionais.
Por que importa. a Warren aposta que o investidor quer saber por que cada produto foi recomendado, e não só receber a lista. Fintech que monta carteira a partir do objetivo do cliente e vende essa tecnologia a assessores e consultores parceiros pode ganhar duas receitas: a taxa do investidor final e a do profissional que usa a plataforma.
Fonte: Bloomberg Línea e Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Balanços do 3T26
Stone pode lucrar até 13,8% menos no 3T26 com o Pix tirando receita da maquininha; Nubank, Inter e PagBank abrem balanços a partir de 10/11
Prévias de Itaú BBA, Safra, BB Investimentos e XP mostram fintechs ainda lucrando mais, mas com crédito mais lento, calote em alta e preocupação com 2027

- Pagamentos internacionais
Glin, de pagamentos internacionais, libera parcelamento sem juros em até 12x para empresa estrangeira que vende ao Brasil
Vendedor no exterior escolhe, cobrança a cobrança, quantas parcelas subsidia e vê em reais quanto deixa de receber; o dinheiro é capturado em reais no Brasil e repassado em moeda local em D+1

- Inteligência artificial
IA generativa do Itaú: ia.i tem 79% de avaliações positivas no primeiro acesso; banco soma cerca de 20 patentes
No Meetup Itaú Tech, executivos de tecnologia do banco detalharam a arquitetura por trás do assistente, o corte no custo por token e um erro curioso dos testes: a IA confundiu o lance do futebol com o lance do consórcio

- Mercado de capitais
Regime Fácil da B3 soma R$ 161 milhões em 5 emissões de empresas menores
Modelo criado pela CVM para companhias com faturamento de até R$ 500 milhões fez seis meses com quatro emissões de notas comerciais e uma de debênture; em julho, o total era de R$ 149 milhões

