Yellow Card compra a GoMoney, prestadora brasileira de ativos virtuais, e passa a operar direto no Brasil com Pix e stablecoins
A empresa de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, que captou US$ 40 milhões em agosto, assume a GoMoney, fundada em 2018 e comandada pelo fundador Maurício Pires, que segue no cargo

Chris Maurice, cofundador e CEO da Yellow Card. Foto: Divulgação/Milken Institute
A Yellow Card, empresa de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, comprou a GoMoney, prestadora brasileira de serviços de ativos virtuais com sede em São Paulo, e passa a operar diretamente no Brasil. O negócio foi anunciado nesta quarta-feira (4) e, segundo o comunicado, foi concluído em outubro. O valor não foi divulgado.
Fundada em 2018, a GoMoney permite que empresas internacionais recebam pagamentos de clientes no Brasil, inclusive por Pix, e façam a liquidação em ativos digitais. Ela vai virar subsidiária integral da Yellow Card e continua sob a liderança dos fundadores. Para os clientes da Yellow Card, a compra acrescenta cobranças e pagamentos locais em reais, com liquidação em stablecoins, integrados aos serviços de tesouraria e liquidez que a empresa já oferece em outros mercados.
A GoMoney pediu ao Banco Central autorização para funcionar como prestadora de serviços de ativos virtuais, nos termos da Lei 14.478/2022 e da Resolução BCB 519/2025. Enquanto o pedido é analisado, ela segue operando pelo regime de transição previsto para essas empresas.
“Passamos os últimos oito anos construindo um negócio como prestadora de serviços de ativos virtuais no Brasil, com foco no uso de stablecoins como meio de efetuar pagamentos internacionais”, disse Maurício Pires, fundador e presidente-executivo da GoMoney. Ele afirma que a empresa quer expandir os negócios no Brasil e na América Latina.
“A GoMoney construiu uma base sólida no Brasil nos últimos oito anos, e unir nossas empresas permitirá oferecer um valor superior aos clientes, como também acelerar nossas ambições de longo prazo.”
Chris Maurice, cofundador e CEO da Yellow Card, em comunicado
A compra vem depois de a Yellow Card captar US$ 40 milhões em agosto de 2026, com investimento do Standard Chartered e da Sony, e de obter aprovações e registros regulatórios no Canadá, na Suíça, na Nigéria, em Gana e no Zimbábue. A empresa diz atender instituições financeiras, fintechs e multinacionais com acesso a dólares, gestão de tesouraria e transferências internacionais, em mais de 50 moedas.
O comunicado cita dados da Chainalysis: o Brasil movimentou US$ 252,5 bilhões em criptomoedas entre julho de 2025 e junho de 2026, o maior volume da América Latina, e a atividade com stablecoins no país cresceu 495% entre 2024 e 2026, puxada em parte pelo uso comercial, como transferências internacionais e gestão de liquidez.
Por que importa. Para entrar no Brasil, a Yellow Card preferiu comprar uma prestadora local que já recebe por Pix, opera no regime de transição do BC e tem oito anos de clientes, em vez de montar a operação do zero. Para fintechs, o negócio está no serviço de cobrar em reais de clientes brasileiros e liquidar em stablecoin para empresas de fora, num mercado em que a atividade com stablecoins cresceu 495% entre 2024 e 2026, segundo a Chainalysis. A GoMoney levou oito anos para chegar a esse ponto e virou alvo de aquisição.
Fonte: Yellow Card, via PR Newswire. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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